Xavi: O maestro da era “Tiki-Taka”

Xavi
Foto: Reprodução/Facebook

Neste sábado, 23, o meia Xavi Hernández, de 35 anos, fez seu último jogo com a camisa do Barcelona. A relação com o Clube catalão não poderia ser melhor, tanto o jogador quanto o Clube têm motivos de se alegrar pelos cerca de 24 anos de serviços prestados por ele, sendo 17 como profissional da equipe.

Apesar do Barça ter formado um time fantástico, não há uma estrela no time (a exceção de Messi), o Barça joga em conjunto. Na “era Guardiola o time jogava por música, eram passes precisos, e muita posse de bola. Esse estilo se devia muito a Xavi, que ao lado de Iniesta faziam o meio-campo dos sonhos. Mas, antes que Pep Guardiola assumisse a equipe, outros treinadores, com Van Gaal já contavam com o meio campista para armar as jogadas e dar sincronia aos demais jogadores.

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Podemos dizer que Xavi é um volante/meia clássico, nem aparece muito marcando, nem avançando, é o típico jogador que nasceu não para ser protagonista, e sim para fazer o time ganhar o protagonismo. Desde a infância, já via o futebol além do drible e dos gols, ele ficava no meio, sem avançar e esperando a oportunidade de servir os companheiros com seus passes. Talvez ele tenha nascido com o dom de criar, de ter o verdadeiro espírito de equipe, além do talento e habilidade aprimorados ao longo do tempo.

Garoto, Xavi mostra maturidade já na infância,
como capitão do time mirim.

O estilo de jogo

Não apenas ídolo, mas “filho” do Barcelona, que em 1998 estreou, contra o Mallorca pela Super Copa da Espanha. Nesta decisão, marcou logo seu primeiro gol como profissional. Era o indício de uma nova lenda surgindo na Catalunha. Dessa época em diante foram muitas conquistas, 23 títulos em competições oficiais, além de torneios comemorativos e amistosos.

O Barça é conhecido mundialmente nestes últimos anos pelo estilo “Tiki-Taka”, que ganhou esse apelido por causa dos inúmeros passes que a equipe realiza numa partida, que resulta em uma posse de bola esmagadora em relação aos adversários.  O jeito de jogar foi criticado por muitos, mas ninguém poderia dizer que essa forma de praticar futebol não deu certo, pelo contrário, ele foi um sucesso.

Hoje o domínio Catalão não é tão grande, mas com a chegada do trio “MSN”, o time está mais rápido, envolvente no ataque e preciso nas jogadas. Porém o passe ainda é marca registrada dos espanhóis, que agora está aliado as brilhantes jogadas de Messi, Suaréz e Neymar.

Hoje, já com uma idade avançada, ele com certeza se despediu com a missão de dever mais que cumprido, foram 3 Champions League, 2 Mundias de Clube, além de 8 Ligas Espanholas e outras conquistas com o Clube e prêmios individuais. Poderá ganhar ainda dois títulos, se vencer o Deportivo La Coruna pela final da Copa do Rei, e a Juventus pela final da UEFA Champions League no mês que vem, que seria o 4° triunfo Europeu de sua carreira vitoriosa.

Produção do vídeo: Filipe Queiroz

Foto: Reprodução/Facebook