Versão 2015 do Atlético-MG é quase tão boa quanto a versão 2014

BELO HORIZONTE, BRAZIL - NOVEMBER 30: Players of Atletico MG enter the field before a match between Atletico MG and Coritiba as part of Brasileirao Series A 2014 at Independencia Stadium on November, 2014 in Belo Horizonte, Brazil. (Photo by Washington Alves/Getty Images)

O Atlético-MG perdeu, entre o fim de 2014 e o início de 2015, peças fundamentais na equipe como o atacante Diego Tardelli e o zagueiro Réver. Mas a versão 2015 do Galo é quase tão boa quanto a equipe que ganhou a Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana no ano passado.

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Basicamente, a espinha dorsal do time se manteve. O goleiro Victor, o lateral-direito Marcos Rocha, o zagueiro e capitão Leonardo Silva, o meia Dátolo e o atacante Jô – este, perdeu muito espaço – continuaram no time, assim como o treinador Levir Culpi. Se perdeu Diego Tardelli para o Shandong Luneng, da China, o Atlético-MG trouxe um camisa 9 à altura: o argentino Lucas Pratto, que rapidamente se adaptou à equipe e se encarregou de ser o goleador alvinegro na Libertadores e no Mineiro de 2015.

Na lateral direita, o Atlético trouxe um bom jogador: Patric, do Sport. Ele tem condições de ser o titular caso Marcos Rocha, sempre especulado em transações com o futebol europeu, deixe o clube na próxima janela de transferências.

Nem tudo, porém, são flores. O Atlético perdeu o zagueiro Réver para o Internacional. Uma das referências no sistema defensivo da equipe, Réver foi substituído por Jemerson. O novo titular até que se saiu bem nas últimas partidas do Galo. Mas não joga a bola do agora jogador do Colorado.

Outra perda importante foi o volante Pierre. Embora pouco utilizado ultimamente pelo técnico Levir Culpi, o camisa 5 era experiente e um cão de guarda dos bons. Será útil ao Fluminense, clube que acertou para atuar no Campeonato Brasileiro.

No meio de campo, o Atlético também fez uma troca na temporada. Perdeu Renan Oliveira para o Avaí, mas trouxe Giovanni Augusto do Figueirense. Ambos são jovens e não seriam titulares na equipe. Se equivalem. Nem perdas, nem ganhos para o Atlético.

E, no ataque, além de Pratto, o Atlético acertou com o ex-santista Thiago Ribeiro. Inicialmente, o jogador vêm para ser banco de Carlos e Luan. Mas pode agregar à linha de frente.

Como manteve a base e o treinador Levir Culpi, o Galo ganha em entrosamento. Para efeito de comparação, o arquirrival Cruzeiro perdeu seus principais jogadores – os meias Everton Ribeiro e Ricardo Goulart – e demorou a engrenar no início deste ano. De bicampeão brasileiro, passou a ser apenas mais um bom time no nacional. Não é, na visão de muita gente, favorito, apesar de estar muito bem na Taça Libertadores. O consenso geral é que o Cruzeiro, embora ainda seja um bom time, perdeu força. O Atlético, por outro lado, continua forte.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.