Rugby feminino estreará em Olimpíadas na Rio 2016

Foto: Reprodução/Facebook

Após 92 anos de ausência em Jogos Olímpicos, o Rugby está com dois bons motivos para comemorar, o retorno ao megaevento e a inclusão da disputa feminina. No segundo caso, as atletas de Nova Zelândia, Canadá, Austrália e Grã-Bretanha saíram na frente, ao garantirem, na raça, as primeiras vagas na história do evento. A classificação das seleções femininas saiu da temporada 2014/2015 da Série Mundial Seven, com sete jogadoras para cada lado.

Como país-sede, o Brasil tem a sua vaga garantida. Mas o trabalho para uma boa representação do país é bem desafiador. Já que as guerreiras Tupis não vão nada bem. Em participação na última etapa da Série Seven, realizada no estádio Twickenham Stoop (Londres), o Brasil saiu sem ao menos uma vitória. Em grupo difícil, terminou na 12ª posição, chegou a ficar na 9ª.

Das quatro seleções classificadas, a neozelandesa (com as Kiwis – como são conhecidas as jogadoras), arrebatou, simplesmente, todas as três edições da Série Mundial disputadas até hoje. Só na temporada 2014/2015 foram 37 jogos de invencibilidade até o título.

“Focamos nesse objetivo durante os últimos três anos e meio, e incrível vê-lo se tornar realidade agora. Eu me sinto muito orgulhosa de todas as garotas do time, trabalhamos muito duro para isso. Estou sem palavras”, afirmou Sarah Ross, capitã da seleção da Nova Zelândia.

O torneio Olímpico de rugby sevens reunirá 12 países em cada gênero, masculino e feminino. Além das brasileiras, a composição se completa com as quatro seleções já classificadas acima, as seis campeãs continentais (América do Norte, América do Sul, África, Europa, Ásia e Oceania), a serem conhecidas no segundo semestre de 2015, e a campeã do Pré-Olímpico Mundial, que será disputado em 2016.

“A classificação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é um processo contínuo e as inscrições finais só serão confirmadas em julho de 2016 (para os Jogos Olímpicos) e agosto de 2016 (para os Jogos Paralímpicos). As inscrições são recomendadas pelas federações nacionais ou organizações esportivas de cada país aos seus respectivos Comitês Olímpicos Nacionais ou Comitês Paralímpicos Nacionais, que decidem pelas inscrições finais”, destaca o comitê organizador Rio 2016.

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Edilene Mendonça é jornalista diplomada pela UNISA (Universidade de Santo Amaro). Sua trajetória profissional inclui atuações em produtora de vídeo, tevê, campanha política, assessoria de imprensa, site infantil e esporte. Pós-graduada em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU).