Opinião: Palmeiras precisa demitir Oswaldo antes que seja tarde

Divulgação/Palmeiras

O Palmeiras fez três jogos até agora no Brasileirão, e pela história de cada um deles é possível dizer que o atual vice-campeão paulista tinha tudo para somar nove pontos. Somou dois. Dois empates e uma derrota que afastam um pouco o time do sonho de uma briga pelo título ou pelo G-4. Ainda dá tempo de mudar, mas o Verdão não vai a lugar algum com Oswaldo de Oliveira no comando.

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O treinador, que não comanda um trabalho recheado de títulos no Brasil desde o Vasco de 2000, é lento para mexer no time durante os jogos e demorou meses para perceber que Zé Roberto não pode jogar na lateral. Quando percebeu, manteve um esquema tático com três jogadores apoiando no ataque com apenas um isolado na frente. Errado.

As características dos jogadores do Palmeiras pedem um time que dependa menos de um jogador na frente para finalizar. Há uma carência de centroavante, certo, problema para Alexandre Mattos, diretor de futebol, resolver. E enquanto isso? Será que nada pode ser feito de forma diferente? Ou vamos nos esquecer de que os gols no Paulistão eram marcados por Robinho, Rafael Marques e outros quando jogando no meio de campo?

Oswaldo de Oliveira tem um discurso derrotista, começou o jogo contra o Goiás, neste domingo (24), já falando sobre adaptação ao horário, etc. Parece fora da realidade nas entrevistas que dá. É um treinador que não está no ritmo de um processo de renovação total que o Palmeiras vive em 2015. Foram mais de 20 contratações, a torcida apoia em peso, o programa de sócio-torcedor cresce a uma velocidade impressionante. Em campo, porém, o time estancou.

Contra o Atlético-MG, empatou em casa diante de um time reserva. Aliás, teve que buscar esse empate com um gol quase aos 50 minutos do segundo tempo. No jogo contra o Joinville, pegou um time que é fraco e ainda jogava fora de casa com portões fechados, sem pressão da torcida adversária. Ficou em um monótono empate.

A derrota para o Goiás é a síntese de um time que não muda a forma de jogar, que parece viver preso ao padrão de jogo do Paulistão, e não acordou para a realidade do Brasileirão. Não finaliza, cria sem muita qualidade, e é um time nervoso em campo. Tudo isso é reflexo de um trabalho ruim que só foi vice-campeão paulista na base da garra e da raça.

O Palmeiras precisa de um treinador que esteja sintonizado na mesma frequência da torcida e da diretoria. Não é o que temos. Foram apenas três rodadas até agora, a matemática ainda não é adversária do Verdão. Mas será, se as mudanças não acontecerem o mais rápido possível. O discurso de manter treinador em nome de uma mudança cultural no Brasil pode ser a destruição do sonho alviverde em 2015.

Foto: Divulgação/Palmeiras



Editor do Torcedores.com, está no site desde julho de 2014. Formado pela Universidade Metodista de São Paulo, já passou por UOL, Editora Abril e Rede Record. Participou da cobertura da Copa do Mundo de 2014, de dois Pans, dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e do Rio 2016. Também colabora com o ONDDA, site "irmão" do Torcedores.com.