Opinião: Não deixe a base acabar!

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Atualmente, a maioria dos clubes brasileiros atravessam grandes crises financeiras e estão sendo obrigados a cortarem gastos em seus plantéis. Devido à má administração das diretorias, gastos exorbitantes com jogadores já consagrados que não renderam nada e salários milionários para jogadores que na maioria das vezes não valem nem metade do que recebem esvaziaram os cofres dos clubes. A questão mais barata e mais simples nesse caso é usar a tão famosa categoria de base.

Dezenas de bons jogadores ficam conhecidos pelo país durante a tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior e pelo menos até a década passada alguns destes passavam a integrar os elencos profissionais. De uns tempos pra cá isso começou a mudar. Dirigentes passaram a cometer os erros citados anteriormente, contratando vários “medalhões” e deixando a garotada em segundo plano.

Quando um garoto sobe pro profissional ele vem com muito mais vontade do que muitos destes jogadores mais experientes, além de receber um salário bem menor. De certa forma é arriscado apostar muito em jogadores jovens, muitos dos que brilhavam na base, como Lulinha no Corinthians, Jean Chera no Santos e Sérgio Mota no São Paulo, não deram certo no profissional, mas sem ir muito longe temos Robinho, Diego e Neymar no Santos, Kaká e Lucas no São Paulo, Vagner Love no Palmeiras e William, Everton Ribeiro e Marquinhos no Corinthians, usando como exemplo só nos times paulistas.

Famoso por seu “Terrão”, de onde saíram grandes craques, o Corinthians é o maior exemplo de falta de planejamento e de mal uso da base.

Vivendo grande crise financeira, cortando gastos e com salários astronômicos, o time alvinegro ganhou tudo o que disputou na última temporada com uma geração nova e muito talentosa e não usa seus talentos no time superior. Nomes como Guilherme Arana, Matheus Vargas, Matheus Pereira, Marciel, Matheus Cassini e Gabriel Vasconcelos foram destaques da base corintiana e alguns destes figuraram a seleção brasileira de sua categoria, mas não foram aproveitados no profissional.

Lucas Lima, Geuvânio e Gabriel no Santos, Gerson e Kennedy no Fluminense, Gabriel Jesus no Palmeiras, Luan no Vasco, Erik no Goiás, Luan e Yuri Mamute no Grêmio, Marcos Guilherme no Atlético Paranaense e Malcom, no próprio Corinthians, são bons exemplos de garotos da base que estão dando certo. Jogam bem, não recebem altos salários, não falta vontade e sobra dedicação.

A base não pode acabar!

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Tenho 18 anos, sou estudante do primeiro ano de Jornalismo da Universidade São Judas Tadeu - Mooca (SP), torcedor do Corinthians e apaixonado por futebol!