Envolvidos no escândalo de corrupção da Fifa podem pegar até 20 anos de prisão

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A operação surpresa deflagrada pela polícia Suíça, que prendeu pelo menos seis dirigentes da Fifa por suspeita de fraude nesta terça-feira, entre eles o es-presidente da CBF José Maria Marin, pode render aos acusados uma pena de 20 anos de prisão.

A acusação formal foi aberta pelo juiz do Distrito Leste de Nova York, Raymond J. Dearie, após a detenção de sete suspeitos em um hotel de Zurique durante a madrugada.

Os detidos são acusados de corrupção na escolha das sedes para as Copas da Rússia (2018) e Catar (2022), além dos contratos de marketing e de televisionamento dos eventos. O governo americano também suspeita que dirigentes da Fifa teriam pagado mais de US$ 100 milhões de dólares em propinas desde os anos 1990.

O Departamento de Justiça dos EUA informou que alguns acusados, como José Hawilla, já admitiram culpa, entrando em tratativas para amenizar suas penas.

Entre os detidos estão, segundo o NY Times, além de José Maria Marin, Nicólas Leoz (ex-presidente da Conmebol 1986 – 2013), Eugenio Figueiredo (ex-presidente da Conmebol 2013 – 2014), Jack Warner (ex-presidente da Concacaf 1990 – 2011), Jefrey Webb (presidente da Concacaf desde 2012), Eduardo Li (presidente da federação contarriquenha desde 2007), Julio Rocha (ex-presidente da federação nicaraguarense 1988-2012), Costas Takkas (secretário-geral da federação caimanesa) e Rafael Esquivel (presidente da federação venezuelana desde 1988).

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