Opinião: Do que é feito um campeão?

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O mundo parou para acompanhar o combate intitulado “luta do século”, entre o pugilista norte-americano Floyd Mayweather Jr. e o filipino Manny Pacquiao, realizada em Las Vegas.  Com cifras milionárias e resultado polemico, o embate entrou para história do boxe e manteve “Money” com um cartel de 48 lutas e 48 vitórias.

Ambos deixaram o ring como verdadeiros campeões, cada qual a sua maneira. O norte-americano manteve sua invencibilidade e comprovou o jus de ser o pugilista mais bem pago da história do boxe. Enquanto o filipino provou para o mundo e principalmente para o povo de seu país que um campeão de verdade pode dispensar luvas, mas, jamais à vontade de vencer, de seguir em frente e “enfrente”, encarando as adversidades, superando obstáculos, dando o máximo de si a cada round, ou melhor, dia de vida.

Ao soar o gongo do último assalto, terminava a “luta do século”. Durante o combate ninguém caiu, não houve espetáculo, ficou claro que o melhor lutador do mundo não produz os melhores combates. Faltou emoção, demonstrada em outrora por George Foreman, que aos 46 anos nocauteou o então campeão Michael Moorer, 20 anos mais novo. Assim como, Minotouro 1,90cm e 104 quilos contra o gigante Bob Sapp de 1,96 cm e 171 quilos. Uma vitória digna de campeão, um exemplo de superação.

Já dizia o lutador mais famoso da história do cinema Rocky Balboa: “Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa o quanto você vai bater e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando”. Nesse quesito Floyd Mayweather é imbatível dentro do ringue, mas ainda falta algo para o lutador da ostentação que vai além dos números.

Afinal, um campeão não precisa necessariamente estar fardado com um cinturão dourado pendurado na cintura, um campeão é feito de superação. Nesse quesito Floyd Mayweather, encontra-se abaixo de lendas do boxe como Mohammed Ali e Sugar Ray para ser considerado o maior boxeador de todos os tempos.

Enquanto, da “luta do século”, ficara na memória por dois estilos distintos de campeão. De um lado o fenômeno nos números, do outro, um exemplo de superação representado na figura Manny Pacquiao, cuja maior vitória dispensa cinturão.

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