Coca-Cola já patrocinou seleção brasileira e diversos clubes entre anos 80 e 2000

Divulgação/Site oficial do Bahia

Pode parecer estranho para quem é um pouco mais novo, mas a Coca-Cola já foi marca presente em uniformes de diversos times do Brasil e patrocinadora da seleção brasileira entre os anos 80 e 90. Não raro, há quem diga que as camisas “da época da Coca-Cola” são as mais bonitas do futebol brasileiro.

A marca de refrigerantes apareceu com força no futebol em 1987. No ano em que o Campeonato Brasileiro foi organizado pelo Clube dos 13 e recebeu o nome de “Copa União”, a Coca-Cola se fez presente em quase todas as camisas de clubes – Flamengo e Corinthians, por terem contratos com outras empresas, foram algumas das poucas exceções. A parceria se prolongou para os anos seguintes. O Bahia, por exemplo, venceu o Brasileirão de 1988 com a Coca-Cola no peito (e nas costas).

Na mesma época, a Coca também investiu na seleção brasileira, que chegou até mesmo a disputar uma partida em 1987 com o logo do refrigerante no uniforme, algo impensável nos dias de hoje e que levou a Fifa a proibir definitivamente os patrocínios para jogos oficiais de seleções. Mas, nos treinos e entrevistas coletivas da seleção brasileira, era muito comum a cor vermelha da Coca-Cola e o logotipo da marca nos uniformes.

Aos poucos, a empresa foi diminuindo o investimento nos clubes e ficou apenas na seleção. Até que, em 2001, a CBF rompeu o contrato com a Coca-Cola para assinar com a Ambev, gigante do setor de bebidas que é dona do Guaraná Antarctica. Se o tetra foi com a seleção bebendo Coca-Cola, o penta foi conquistado com o time tomando Guaraná. Até hoje, a marca de refrigerante está na seleção.

Hoje, a Coca-Cola ainda é atuando no futebol, sobretudo, fora do Brasil. Só na última Copa do Mundo, a empresa patrocinava 12 seleções, entre elas a campeã Alemanha e a vice Argentina.

Crédito da foto: Divulgação/Site oficial do Bahia



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.