As tabelas da Samsung no futebol brasileiro

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A global sul-coreana Samsung tem história no futebol Brasileiro. Apesar de sumida atualmente do mercado de patrocínio aos maiores clubes do cenário nacional, a companhia já esteve presente em agremiações de massa como Corinthians, naquele polêmico ano de 2005, quando ocorreu o escândalo de arbitragem “Máfia do Apito”, liderado pelo então árbitro Edilson Pereira de Carvalho, provocou anulação de 11 partidas do Brasileirão.

Aquele investimento gerou sucesso esportivo com a conquista de um título nacional e tornou a marca mais conhecida no Brasil, encerrado no fim de 2007.  Assim um novo aporte em solo brasileiro só ocorreu em 2009, quando a empresa deu as mãos ao Palmeiras. A parceria durou pouco. Um ano e dois meses depois, o time alviverde decide romper com a empresa após veto a outros patrocinadores para equipe,dando assim lugar a Fiat, outro caso de curta duração e que deixou a equipe sem um grande anunciante por um longo período em grave crise financeira.

A cia asiática tem uma cultura de patrocínios duradoura internacionalmente. Com o Chelsea, da Inglaterra, o ‘casamento’ está em seu décimo ano e só irá terminar em julho deste ano, após proposta irrecusável financeiramente ao clube inglês. Outro case recente é o Los Angeles Galaxy, equipe de futebol dos EUA, no qual expõe seu produto também da empresa em seu portfólio de smartphones.

No Brasil, a Samsung decidiu apostar na seleção brasileira recentemente. Para fazer frente a concorrentes como a Sony, patrocinadora da Copa do Mundo FIFA 2014, a gigante de eletrônicos firmou no ano passado parceria com o time pentacampeão do mundo. Além disso, apoia alguns atletas com alto alcance midiático como Thiago Silva, Paulinho e Paulo Henrique Ganso.

Analisando o cenário é possível entender que a estratégia da empresa está em âmbito global e em aportes com longa duração. Enquanto não houver uma reforma no âmbito de gestão nos principais clubes e adequação dos seus estatutos a realidade empresarial com visão de alto retorno, alcance mundial e longa duração, o torcedor como um todo continuará perdendo, pois as grandes empresas continuarão a participar ativamente apenas de competições ou grandes confederações.

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Jornalista Esportivo com experiências em multimídias formado pela UNESA-RJ, entrou para o mundo do marketing esportivo em 2011, passando por PGE, Sportlink, Ibope Repucom até fundar a agência GMA Brasil no Rio de Janeiro, realizando o case "Arena C30" em 2013 . Em 2014 tornou-se mestre em Marketing pelo IAG, a Escola de Negócios da PUC-RJ.