Amoroso e Luizão fizeram do Guarani uma máquina de gols no Brasileiro de 1994

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Torcer para o Guarani hoje infelizmente virou sinônimo de relembrar seu passado glorioso para, quem sabe num passe de mágica, fazer todo aquele sucesso voltar. Campeão brasileiro em 1978 e vice em 1986, o Alviverde de Campinas voltaria a integrar os principais times do nacional na década de 1990. No Brasileirão de 94, coube aos ainda jovens Amoroso e Luizão formarem um dos ataques mais poderosos daquela competição e levarem o Guarani ao honroso terceiro lugar. Com certeza, mais uma grande campanhas do maior time do interior do Brasil.

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O regulamento do Brasileirão daquela temporada previa que os 24 clubes da Série A seriam divididos em quatro grupos, com jogos entre times de cada chave num sistema de turno e returno. Os quatro primeiros de cada grupo se classificavam para a segunda fase e o Bugre foi soberano na Chave C, inclusive goleando o Santos por 4 a 0 na 5ª rodada, sendo que o Alvinegro Praiano sequer tinha sofrido gols até então. Amoroso deixou sua marca duas vezes no Brinco de Ouro.

Na segunda fase, o Guarani manteve a ótima campanha ao se classificar entre 16 times. Com nove vitórias, cinco empates e somente uma derrota, o Bugre avançava às quartas de final para enfrentar o poderoso São Paulo, bicampeão mundial interclubes e da Libertadores comandado por Telê Santana.

Após perder no Morumbi por 1 a 0 com gol de Palhinha, o Guarani deu o troco em Campinas. Um show de Luizão, Sandoval e companhia para golear o Tricolor por 4 a 2 e disputar a semifinal contra mais um grande da capital: o ‘Dream Team’ do Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. A alegria só não foi completa por Amoroso sair do jogo contra o São Paulo com grave lesão no joelho e dar adeus ao campeonato.

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A ausência do artilheiro do Brasileiro de 94 prejudicou bastante o poderio do Guarani, que pouco pôde fazer contra um supertime do Palmeiras, com Antônio Carlos, Cléber, Roberto Carlos, César Sampaio, Zinho, Rivaldo, Edmundo e Evair. As vitórias por 3 a 1 no Pacaembu e 2 a 1 no Brinco de Ouro levaram a equipe de Luxa à final contra o Corinthians em que o Verdão se sagraria tetracampeão brasileiro.

Apesar de o troféu ficar nas mãos do Palmeiras, a cor verde realmente foi a protagonista da competição. Até hoje, os apaixonados bugrinos desejam que os tempos de Amoroso, Luizão, Sandoval, Jorge Luís e Djalminha voltem para ficar.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.