Ágatha e Bárbara levam o Ouro no Open de Vôlei de Praia

Brasileiras conquistam 2º título no Circuito Mundial. Pódio tem ainda Duda e Elize Maia, que conquistaram o bronze

Com maestria na escolha das jogadas, alternando principalmente largadas curtas e longas, Ágatha e Bárbara Seixas mostraram que a praia era delas. Na arena montada em Praga, na terceira etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia, as bicampeãs brasileiras venceram por 2 sets a 0 (21/12 e 21/18) e conquistaram o segundo título da dupla na história da competição – o primeiro foi no Open de Puerto Vallarta, no México, em 2014.

O saque de Bárbara Seixas foi fundamental para a equipe brasileira largar em vantagem. Muito bem no serviço, a canhotinha dificultou a recepção canadense e viu o placar rapidamente marcar 4 a 0. Sarah Pavan, para variar, usou o bloqueio para marcar seu primeiro ponto na partida. O que se viu na sequência, porém, foi um massacre brasileiro. Ágatha encaixou uma sequência extremamente feliz nos contra-ataques, quase sempre optando pelas largadinhas para fugir do paredão canadense. Pavan e Bansley somaram erros, e o placar rapidamente marcou 10 a 2.

Na tentativa de reagir, as jogadoras canadenses trocaram de posição em quadra e mudaram a estratégia de saque. A diferença no marcador caiu para cinco pontos, mas o domínio seguiu verde-amarelo. O jogo ficou mais movimentado, e os ralis levantaram a torcida. Se Pavan seguia perigosa no bloqueio, a cobertura das bicampeãs brasileiras garantia o contra-ataque – quase sempre fatal. Com um ritmo implacável, Ágatha e Bárbara mantiveram a dianteira com folga até Bansley mandar a bola para fora e encerrar a parcial: 21/12.

A facilidade do primeiro set não se repetiu no segundo. Muito mais ligadas, Pavan e Bansley mantiveram o placar parelho e até chegaram a liderar. O Brasil só abriu dois pontos pela primeira vez quando Ágatha desencantou no bloqueio, parando Bansley no corredor (7 a 5). A defensora canadense cresceu na partida, mas a paranaense voltou a pará-la junto à rede, dando um pouco mais de fôlego para o Brasil (13 a 10).

Quando as rivais ameaçaram reagir, um improviso de Bárbara – dando um soquinho após uma recepção ruim – e depois um bom saque de Ágatha recolocaram o time nos eixos. Bansley seguiu virando bem e evitou que o placar se tornasse mais elástico. Com muita lucidez, a dupla brasileira seguiu escapando do bloqueio de Pavan variando as jogadas. Ágatha ainda desperdiçou um championship point com um saque na rede, mas se redimiu na sequência ao selar o título com uma largada no fundo de quadra: 21/18.

(Foto: Divulgação FIVB)
Fonte: Sportv



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