5 coisas que o Palmeiras precisa aprender com a derrota diante do Goiás

O Palmeiras perdeu para o Goiás no Allianz Parque por 1 a 0. A derrota, logo na terceira rodada do Brasileiro, deixou o time em alerta total.

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É um começo. É compreensível. Mas o técnico Oswaldo de Oliveira já está no cargo desde o começo do ano. Já era possível ter uma base, uma espinha dorsal e um time evoluindo com os resultados. Ser finalista do Campeonato Paulista não significa nada.

Vamos as 5 coisas que o time precisa aprender:

1) Não existe time fácil no Nacional
O Campeonato Brasileiro é bem diferente do Paulista. Não tem como fazer qualquer comparativo. A sequência de jogos é bem mais complicada do que no Estadual.

Não se pode achar que vai entrar em campo e vencer quando quiser. Isso, de fato, não acontece. Equipes menores jogam mais recuadas e chamando o adversário. Quando essa situação está feita, a possibilidade de levar um gol aumenta tremendamente.

2) Precisa ter mais tranquilidade
O Palmeiras estava intranquilo em campo. Era possível observar uma certa tensão pela vitória. E conforme o gol não saia e as chances eram criadas, o nervosismo foi ficando a flor da pele. O lance da expulsão do Victor Ramos comprovou a falta de calma palmeirense.

3) A arquibancada é a arquibancada
As torcidas organizadas resolveram protestar e não cantaram no primeiro tempo. Esse tipo de protesto não é contra o time, é contra a diretoria e o aumento excessivo dos ingressos. De fato não se pode atribuir o fato da queda de rendimento palmeirense com a falta de músicas vindas da arquibancada.

Os jogadores precisam ser maduros e entender que essas situações estão presentes no futebol. Jogar com torcida sem cantar e com portões fechados é algo que, definitivamente, nosso time não sabe fazer. E o próprio Lucas, jogador do Verdão, admitiu isso.

4) Resolver uma formação tática
Oswaldo de Oliveira precisa escolher uma formação tática e deixar. Mas não adianta, agora, manter somente um atacante. Para a formação funcionar com um atleta ofensivo, tal jogador precisa ter características de pivô. Precisa fazer a parede, girar, ter velocidade e ter visão das laterais. Hoje, no grupo, o atleta que mais se aproxima dessas características é Rafael Marques. Ainda assim é preciso um bom atacante para que o esquema funcione. Lucas Barrios pode ser esse homem.

5) Substituições coerentes
Não era hora de tirar o Zé Roberto e não era hora de colocar o Leandro. Primeiro porque o meio-campista estava bem na partida e em qualquer momento poderia decidir. Segundo que Leandro está completamente deslocado e desentrosado. Não era para entrar em um duelo desses, onde o Palmeiras precisava empatar e até virar.

Oswaldo precisa analisar mais e entender quais peças trocar. Não adianta a diretoria contratar mais de 20 reforços se os atletas não se complementam. É preciso ter coerência nas substituições.



Thiago Gomes é Administrador de Empresas. Trabalha com estratégias digitais e consultoria de e-commerce. É palmeirense e um apreciador do futebol, tanto nacional quanto internacional. Escreve para site esportivo desde 1996.