“Temos que tirar o passe da mão da Fofão”, diz técnico do Minas

O técnico do Camponesa/Minas, Marcos Queiroga, em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, revela suas armas contra o time do Rexona-Ades, que ocorre hoje. Após perder em casa por 3 sets a 1, o time mineiro precisa vencer para forçar um terceiro jogo.

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Torcedores.com: O Minas ganhou 9 jogos fora de seu ginásio, inclusive contra o Pinheiros e o Praia pelas semifinais. Isso de certa forma causa nas jogadoras um estímulo a mais contra o jogo contra o Rexona, que ocorre amanhã?

Marcos Queiroga: Sim. Um estímulo não só pelo fato de ganhado fora, como está em uma semifinal e o fato de ter uma última oportunidade de chegar a final do campeonato

T: Com a mudança de Natália de oposta para ponteira no último jogo, como a comissão técnica observou isso?

M: Nas últimas quarto partidas ele mudou a equipe dele (o Rexona). Na fase classificatória contra o Sesi mais dois jogos contra o São Caetano com uma formação diferente da competição como um todo. Essa inversão também, na hora estávamos preparados para outra situação no jogo, mas logo no começo do jogo tivemos atenção a essa mudança no jogo e fomos ajustando o time em função da Natália no ataque principalmente

T: O que você vai priorizar nesse jogo que ocorre amanhã contra o Rio?

M: O nosso time teve um “side out” (virada de bola) muito forte. O grande déficit da nossa equipe ao longo da temporada é a saída de jogo muito forte. A gente não se permitia arriscar mais uma situação entre defesa de saque mais forte. Nesse jogo (contra o Rexona) tivemos um ótimo “side out”, mas não no alto nível que estávamos tendo durante a temporada. Então a gente espera nesse momento novamente ter um “side out” muito forte para a gente ter a liberdade de melhorar muito nosso saque, bloqueio e defesa e tentar muito que a Fofão não jogue com a bola na mão

T: Qual o maior desafio em comandar um grupo com jogadoras tão experientes e super campeãs junto com garotas que disputam uma semifinal pela primeira vez na carreira?

M: Na verdade nós estamos lidando com três grandes jogadoras: Carol Gataz, Walesca e Jaqueline são excelentes jogadoras de nível técnico e experientes, elas são muito profissionais. E por serem profissionais elas ajudaram muito o desenvolvimento das jogadoras e a gente teve a oportunidade de trabalhar muito. Tivemos que trabalhar de uma forma que atendesse as jogadoras mais experimente e as mais novas e isso foi criando uma química dentro da equipe que foi muito importante que está culminado nos resultados que estamos tendo hoje

T: A arbitragem no Brasil, em especial a de sábado, como vc vê tudo isso? Prejudicou sua estratégia no jogo?

M: Teve influência a arbitragem no sábado. Nós estamos preparando a equipe para que isso não ocorra, mas sempre tem, pq você esta lutando em uma semifinal em um jogo difícil em que todo mundo quer vencer. O problema todo não foi o arbitro, coitado, ele não é culpado de tudo. As pessoas que estavam lhe auxiliando , lhe auxiliaram muito mal e isso acabou influenciando em determinados momentos a decisão dele, pq no primeiro set teve uma bola ridícula que foi quase 1 metro dentro que foi aquela bola da Mari Paraíba bateu na ponta. A Natália até indicou que a bola foi dentro e o bandeirinha que estava próximo não conseguiu ver e isso ai já vai causando alguns transtornos, junto ao público e a equipe e vai influenciando depois a dar mais pressão na arbitragem. Lamentavelmente, na sequência da partida, alguns erros foram fundamentais, no 4 set, por exemplo, quando o jogo tava igual, tiveram duas sequências conduzidos. Além de ser um jogo muito tenso, muito nervoso e alguns erros decisivos que influenciou no 1 set foram três bolas, duas que tocaram no bloqueio e essa bola dentro da Mari. Nós perdemos de 25 a 22 e a arbitragem influência no comportamento como um todo. Essa situação a gente ficou muito chateado.

T: Houve erro ou não no rodizio naquele jogo?

M: Houve uma inversão só que ele não viu e não observou a mudança e a coisa estava errada entre o papel, a apontadora e a quadra e quando ele confere tem que consertar. Se existe um erro ele tinha ter consertado e não consertou e falou que estava tudo certo. Quando aconteceu o primeiro rodízio nós fomos penalizados com um erro de rotação.

Foto: Ignácio Costa/Minas Tênis Clube



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