Paulo Victor e Jefferson: paredões farão diferença no mata-mata

Paulo Victor e Jefferson

O Flamengo chegou a última rodada na liderança, mas perdeu o título da Taça Guanabara para o Botafogo com emoção até o último minuto. Sem sufoco, a dupla chegou ao mata-mata, os sistemas defensivos se garantiram bem e os arqueiros chamaram a atenção. O retrospecto dos rivais nos três últimos estaduais apontam um ótimo momento de Paulo Victor e Jefferson.

Os números foram levantados dando prioridade as fases de grupo das edições dos estaduais de 2012 e 2013 e contabilizando o mesmo número de jogos do atual turno único do Carioca. Isso porque a fase final deste ano ainda não foi jogada.

No primeiro ano, o Botafogo levou 12 gols e o Fla sofreu nove, sendo que no primeiro turno a rede o time da Gávea balançou só uma vez contra quatro do Bota. Em ambos os turnos, os clubes dominaram o grupo A.

Um ano depois, o time de General Severiano eliminou o Rubro-Negro na semifinal da Taça Guanabara por 2 a 0. Era a última partida do Flamengo em um mata-mata do Estadual daquele ano, já que a equipe não se classificou para a eliminatória da Taça Rio. Os nove gols no returno pesaram para o “Mais Querido” e a competição terminou de forma melancólica para a Nação. O Alvinegro Carioca, sagrou-se campeão e sofreu 10 gols juntando as duas fases, enquanto Felipe buscou a bola no fundo da rede 12 vezes.

O ano passado foi o mais difícil para as defesas, completamente antagônico a 2015. O Fogão deu à sua torcida uma campanha vexatória. Longe da zona de classificação, o 9º colocado terminou com saldo negativo. Chegou à meta adversária 16 vezes contra 17. Por sua vez, o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, levou 16 gols.

Às vésperas das semifinais, as duas equipes ostentam seus melhores desempenhos defensivos nos últimos quatro anos. Só nove gols sofridos por cada (os rubro-negros igualaram a defesa de 2012). Muito se deve aos guardiões das equipes.

PV coleciona defesas espetaculares desde que se tornou titular. Numa delas, o goleiro, de forma impressionante, impediu o gol do atacante Carlos para o Atlético-MG, no Brasileiro do ano passado. Contra o Bonsucesso, Paulo Victor pegou sua primeira cobrança pênalti nesse ano. Aliás, frustrar penalidades máximas é hábito para ele. De 22 cobranças, nove pararam em suas mãos, três bateram nas traves e dez entraram.

Titular da seleção brasileira, Jefferson tem 393 jogos com a Estrela Solitária, em duas passagens. A torcida do Botafogo se acostumou com a segurança das defesas incríveis do camisa 1, que já parou até Lionel Messi na marca da cal.

No confronto direto deste ano, o guarda-metas segurou o ímpeto do Mengão no primeiro tempo e foi fundamental para a vitória por 1 a 0. Curiosamente, é difícil escolher a defesa mais complicada da partida: Paulo Victor parou Tomas livre e cara-a-cara; Jefferson foi encoberto pelo próprio companheiro Diego Giaretta e se recuperou.

Os dois são goleiros muito técnicos, rápidos, elásticos e com reflexo diferenciado. O botafoguense conta com sua experiência como diferencial diante de PV em seu primeiro carioca como titular. O goleiro rubro-negro de 28 anos é a maior promessa do Futebol brasileiro debaixo das traves ao lado de Marcelo Grohe e sua impetuosidade o leva a superar as limitações.



Dos radicais aos mentais, falando de esporte, cada um tem aqui o seu espaço.