Mourinho fala sobre sua carreira e sobre seu status no futebol mundial

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O técnico José Mourinho, do Chelsea, concedeu entrevista ao jornal “Daily Telegraph” e comentou sobre a sua carreira, além de comentar sobre seu status de ser um dos principais comandantes do futebol mundial. O próprio treinador elogia a si mesmo, com relação ao seu método de trabalho.

“Tenho um problema, que é estar ficando melhor em tudo relacionado ao meu trabalho desde que comecei. Tenho evoluído em diferentes áreas, na maneira como vejo o jogo, na forma como me preparo para a partida, do jeito que eu treino, na metodologia. Me sinto melhor e melhor. Mas há uma coisa que nunca muda: quando encontro a imprensa, nunca sou hipócrita”, afirmou o técnico do Chelsea.

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Mourinho ressaltou que sempre mantém a mesma rotina de trabalho no comando, do Chelsea, durante às competições. O português chega a equipe às 7h30 e vai ao seu escritório, onde fica isolado por duas horas. Deixando claro que o tempo que fica sozinho, utiliza para trabalhar e se aperfeiçoar durante os treinamentos na equipe inglesa.

“Preciso do meu tempo para ficar sozinho. No futebol, não sou muito velho. Com 52, tenho 20 anos como técnico. Mas me sinto como uma ‘raposa velha’. Nada me assusta, nada me preocupa muito. É como se nada pudesse acontecer comigo. Sou muito, muito estável em controlar essas emoções, mas preciso do meu tempo para pensar. Não acordo no meio da noite preocupado com a lesão de alguém ou com a tática para esta partida. Mas preciso refletir, tentar antecipar problemas. Preciso do meu tempo”, contou.

Mourinho também mostra durante a entrevista, muito preocupado com o processo de individualização no futebol pelo mundo. Além de concordar com as críticas que recebeu do técnico do Arsenal, Arsene Wenger, em relação a importância da “Bola de Ouro” e acredita que o técnico da equipe arquirrival, está completamente correto.

“Acredito que Wenger disse algo interessante. Ele é contra a Bola de Ouro. E acho que está certo, porque neste momento o futebol está perdendo um pouco o conceito de time para focar mais no individual. Estamos sempre procurando a performance individual, a estatística individual, o jogador que corre mais. Se você corre 11 km em um jogo e eu corro 9, fez um trabalho melhor que o meu? Talvez não! Talvez meus 9 km sejam mais importantes que os seus 11 km”, opinou.

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Radialista, Jornalista com passagens como correspondente pelo site italiano CalcioNews24.com e pelo Arena Rubro-Negra. Atualmente setorista do Fluminense e Futebol Sul-Americano no Torcedores.com