Saiba em que times estão os brasileiros na MLS

A primeira divisão do campeonato norte-americano, conhecida por todos como MLS (Major League Soccer) foi criado em 1996, e é o campeonato que mais tende a crescer no mundo nos próximos anos. Equilíbrio financeiro, organização e jogadores de grandes nomes são provas desta eminente valorização do “Soccer”, como chamam lá.


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O Brasil teve enorme participação na tentativa da implantação da bola redonda na terra do Tio San, já que a preferência local era total pela bola oval – Futebol Americano – e/ou bola menor – Beisebol. Nos anos 70, Pelé e Carlos Alberto Torres foram nomes do pioneirismo na tentativa de fazer os norte-americanos pegarem gosto pelo esporte, que no Brasil, já era sucesso de um tricampeonato mundial.

Ao longo dos anos, e da transfiguração do campeonato e futebol nos EUA, muitos brasileiros se arriscaram em campos norte-americanos (que em sua maioria eram demarcados com linhas usadas no futebol americano). Mesmo com pouco nome, já era visto com grandes olhos,pelo simples fato do atleta ter nascido no Brasil. Ou seja, era muito mais fácil vingar e ganhar dinheiro lá, do que a dura batalha de conseguir um lugar ao sol, aqui.

Hoje, na estrelada MLS de David Villa e Kaká, e que num futuro próximo contará com nada mais nada menos Gerrard e Lampard, conta com 17 jogadores nascidos em solo brasileiro, sem contar com o ex-jogador do Milan.

Dos dez times da Conferência Este, cinco clubes contam com brasileiros:

New York Red Bulls – O time que um dia já teve Henry e Juninho Pernambucano, hoje conta apenas com o meio-de-campo Felipe. Nascido em 90, em Francisco Beltrão, Felipe hoje é o camisa 8 (que um dia foi do Reizinho da Colina), que tentará ajudar o time a conquistar pela primeira vez o torneio.

Chicago Fire – Conta com 3 brasileiros. O mais conhecido dos brasileiros é Adailton. O ex-zagueiro do Santos, que um dia já foi capitão da Seleção Brasileira Sub-20 é o atual camisa 4 da equipe. Guly dos Santos atuou por 4 anos no Southampton, da Inglaterra e chegou nesta temporada ajudar o time. Hoje tem 33 anos e é um dos mais experientes do plantel. Alex Monteiro de 26 anos é meio-de-campo assim como Guly, e veste a camisa 7 do time. Por enquanto, dos três, é o que menos tem sido aproveitado. O time de Chicago tem um titulo da MLS, no ano de 1998.

Toronto – A equipe canadense, que tinha como dupla de ataque Gilberto (hoje no Vasco) e Defoe (que atua no Sunderland), tem apenas o meio-campo Jackson. O brasileiro, que já atuou na MLS pelo Dallas, veste a camisa 11 e começou na base do São Paulo Futebol Clube.

Philadelphia – São 3 brasileiros no time. O zagueiro Fabio Alves (mais conhecido como Fabinho), de 30 anos e veste a camisa 33. No Brasil jogou por Coritiba e Ponte. O meio-campo Leo Fernandes, nascido em São Paulo, porém nunca jogou por clubes brasileiros. E também o meio-campista Fred de 35 anos, que passou por alguns clubes brasileiros, entre eles Guarani e América MG.

Orlando City – Time que disputa pela primeira vez a MLS, e tem o melhor brasileiro dentre os que disputam o campeonato: Kaká. O brasileiro pentacampeão mundial irá vestir camisa 10, e será o primeiro jogador a ter ganhado o prêmio de melhor jogador do mundo entregue pela FIFA a jogar a MLS. O outro brasileiro da equipe é o atacante Pedro Ribeiro, que tem 24 anos e veste a camisa número 15. Ribeiro nasceu em Belo Horizonte e nunca teve chances no futebol brasileiro.

Agora vamos a Conferência Oeste, que também conta com dez clubes, porém seis deles contam com jogadores nascidos no Brasil.

FC Dallas – O time que tem apenas um vice-campeonato na MLS, conta apenas com o lateral Michel. Ex-jogador de Atlético Mineiro e Atlético Paranaense é um dos principais jogadores do Dallas e é muito querido por seus torcedores. Veste a camisa 31 e está com 33 anos.

Real Salt Lake – O carioca Wellington Pecka é o único brasileiro do elenco. Meio-campo tem 25 anos e veste a camisa 16 do clube. Começou na base Flamengo e passou também pelo Madureira.

Sporting Kansas City – Tem dois brasileiros na equipe. Na verdade um e meio. Benny Feilhaber nasceu no Rio de Janeiro e é filho de austro-brasileiros. Mudou-se com seis anos para os EUA, e tem cidadania estadunidense, acumulando 38 partidas pela seleção norte-americana. Teve passagem pelo Hamburgo da Alemanha, e hoje, aos 30 anos, veste a 10 do Kansas City. Paulo Nagamura também joga no meio, tem 32 anos e é cria de Cotia. Além do São Paulo, também passou pela base do Arsenal. Nagamura está desde 2012 na equipe e já acumulou mais de 50 partidas.

Portland TimbersJeanderson, zagueiro, é o único brasileiro do time. Tem 23 anos, veste a camisa 15 e teve passagem pela base do Cruzeiro.

Colorado Rapids – Apenas um brasileiro atualmente está na equipe: Marcelo Sarvas. Joga no meio-de-campo e veste a camisa 11. Hoje tem 33 anos, e começou na base do Corinthians. Teve grande passagem no Los Angeles Galaxy, onde conquistou títulos.

Los Angeles Galaxy – É o maior campeão da MLS com 5 títulos. O ex-time de David Beckham conta com dois brasileiros: Juninho e Leonardo. Vitor Gomes Pereira Junior, ou Juninho, é o maior brasileiro da história da MLS. Conquistou dois títulos e é ídolo dos torcedores da equipe, onde já jogou mais de 100 partidas. Também é cria do São Paulo e além de tudo é o irmão mais velho do ex-cruzeirense Ricardo Goulart. Leonardo, zagueiro, também surgiu no São Paulo. Nunca teve chance na equipe principal, chegando ao Los Angeles em 2010. Teve algumas lesões, mas sempre ganha chances entre os titulares. Lembrando que os dois brasileiros terão a companhia de Steven Gerrard para a próxima temporada.

Como vimos até aqui, o grande nome de impacto canarinho se chama Ricardo Izekson dos Santos Leite, ou seja, Kaká. Com a ida do brasileiro para os Estades, com certeza abrirá portas para mais brasileiros, com mais nome e futebol. Sem esquecer de Ronaldo e seu time Fort Lauderdale Strikers , que trouxe o lateral Leo Moura e está numa divisão abaixo da MLS. Porém essa conversa é para mais tarde…

Foto: Getty Images



Jornalista em formação - Amante do futebol, seja na América ou Europa. E claro, palmeirense sofredor, mais do que o normal.