Mesmo aposentado, ex-número 1 do mundo reivindica no “tapetão” título de Grand Slam

Marcelo Ríos e Petr Korda

De todos os tenistas que lideraram o ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), apenas um jamais ganhou um Grand Slam: o chileno Marcelo Ríos. No entanto, mesmo aposentado, o sul-americano reivindica o título do Australian Open de 1998.

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Naquele torneio, ele perdeu a decisão para o tcheco Petr Korda, pego no exame antidoping cinco meses depois, em Wimbledon. À época, o exame de Korda testou positivo para a substância nandrolona, que dá ganho de massa e força muscular ao atleta.

Primeiro tenista latino a ocupar o posto de número 1 do mundo, Ríos entende que Korda estava dopado na final na Austrália apesar de os exames não terem mostrado nada. O estranho é que “Chino” esperou 17 anos para reinvindicar a conquista. “Marcelo acredita que essa partida pertence a ele e nos pediu que apresentássemos uma petição para a ITF reabrir o caso”, afirmou o presidente da Federação Chilena, José Hinzpeter, em entrevista à Televisión Nacional de Chile.

“Pediremos a alguma das comissões da ITF que reabra o caso e, se for comprovado que Korda tinha se dopado naquele jogo, que entregue o título a Ríos, tornando-o o primeiro e único chileno a ganhar um Grand Slam”, acrescentou Hinzpeter.

Talentoso e problemático

Considerado um dos jogadores mais polêmicos do circuito, Ríos também se notabilizava pelo talento com a raquete em mãos. Para Nick Bollettieri, um dos maiores técnicos da história do tênis, o chileno foi o jogador mais talentoso que já treinou. Já passaram pelas mãos do treinador André Agassi, Jim Courier, Martina Hingis, Serena Williams, Maria Sharapova, entre outros.

“Ríos caiu rapidamente porque sua ascensão mental não correspondeu ao crescimento do seu jogo, do seu nível. Foi um jogador sem humildade, que não respeitava os adversários, os juízes, nem os treinadores. Por isso ele deixou a desejar em alguns aspectos”, criticou Bollettieri.

Foto: Divulgação



Jornalista desde 2008, é um estudioso do esporte e se orgulha por ter participado da cobertura de duas Olimpíadas: na Folha e no iG. Fecha o caderno de esportes do jornal ABCD MAIOR, que fica na Região do ABC Paulista