Mercedes luta para não voltar a perder dela mesma na China

Coloquem os relógios para despertar, esse final de semana tem corrida de F1 e para nós, brasileiros, o sofrimento de acordarmos de madrugada (ou então nem dormir) para curtirmos mais uma corrida continua, agora na China.

Essa corrida tem “algo a mais” e a audiência deve ser maior que as anteriores, pois desde o inicio da implantação dessas regras absurdas e loucas de novos motores e tudo o mais a Mercedes não perdeu uma corrida sem que seus carros apresentassem defeito ou então brigas internas.

Ok, como eu mesmo já citei em texto anterior a Mercedes perdeu pra ela mesma, mas fatores foram determinantes para derrota na Malásia além do erro de estratégia cometido pelos alemães: 1- a condução limpa e impecável de Vettel. 2- o baixo desgaste de pneus da Ferrari. 3- o rendimento do carro vermelho perante o forte calor malaio.

O GP da China é disputado no circuito de Xangai, que possui uma extensão de 5.451 metros, a prova é disputada em 56 voltas, o que totaliza aproximadamente 305 km. Diferente do que ocorre na malásia, a corrida chinesa geralmente é disputada em temperaturas amenas ou então debaixo de chuva, o sol dificilmente dá as caras, pois a poluição por lá acaba por dar aquele tom acinzentado na paisagem.

Sem o calor escaldante, é sabido que as Mercedes andam melhor que a Ferrari, o que foi admitido inclusive por Vettel. Além do que, o circuito chinês possui a mais longa reta do campeonato, com 1.170 metros e nela os motores das flechas de prata certamente irão se impor sobre os demais.

A Mercedes conta ainda com Lewis Hamilton, maior vencedor em solo chinês. O inglês conquistou a corrida em 2008, 2011 e 2014. E além de possuir o maior vencedor, a equipe alemã anda bem no circuito de Xangai.

Se não houver enrosco na primeira e complicada curva do circuito, eu aposto em uma vitoria da Mercedes pelos fatos citados durante o texto e também pelas declarações de Rosberg, que após duas corridas apáticas já declarou que quer voltar a vencer para fazer frente à Hamilton e brigar pelo caneco de 2015.

Em condições normais, sem quebras e/ou acidentes, a Mercedes é de forma disparada a favorita, com Ferrari e Williams (essa mais atrás) brigando pelo posto de melhor do resto, mas esperemos pela madrugada de sábado para domingo, para confirmarmos o que parece inevitável.



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.