Felipe Nasr terá dura luta para conseguir pontos na China

Felipe Nasr, o melhor brasileiro estreante na Fórmula 1, chega à China com esperanças de pontos, mas antes de qualquer análise vale lembrarmos seu desempenho nas duas primeiras etapas do certame: um belíssimo 5º lugar na Austrália, com um grid muito desfalcado, que isso seja lembrado e um 12º lugar na Malásia após uma corrida difícil onde houve toques, safety-car, um calor desumano e uma pista desconhecida.

Felipe Nasr chega animado à Xangai. Possui um modesto carro em suas mãos, uma Sauber, porém, este é equipado com motores Ferrari, que deram um salto de 2014 para 2015. Mas vamos analisar a realidade da categoria no momento antes de falar das chances de Nasr.

Mercedes, Ferrari e Williams andam na frente, dos dez primeiros lugares que levam pontos para casa, seis já estão ocupados, o que faz com que teoricamente sobrem apenas 4  vagas nos pontos, na Austrália, Nasr segurou a Red Bull de Ricciardo, porém na Malásia, o Brasileiro não chegou nem a ver a cor dos carros rubrotaurinos, estes que perderam da sua irmã menor ToroRosso.

Atualmente a classificação de forças da F1 em ordem se encontra da seguinte maneira: Mercedes, Ferrari, Williams, Toro Rosso, Red Bull (ambas próximas mas com leve vantagem para a Toro Rosso),  Lotus, Sauber, Force India, McLaren (evoluindo) e Manor (se arrastando quando consegue ligar os carros).

Se o clima estiver seco e a Sauber encontrar um bom acerto para a parte travada do circuito, existe uma (remota) chance de duelar com os quatro carros dos energéticos que são empurrados por motores Renault, claramente inferiores que os Ferrari.

Acredito que Nasr deva manter sua confiança nos pontos, sim. Embora saiba que para chegar até eles terá que trabalhar de forma dura e árdua durante todo o final de semana, seu companheiro de equipe Ericsson não é adversário a altura.

Para evitar pachequismo e não alimentar a esperanças de pseudo torcedores que só assistiam F1 quando algum Brasileiro ganhava corridas devemos colocar que a Sauber hoje infelizmente luta por apenas um ou então no máximo por dois pontos em corridas com condições normais.

Quando as condições são anormais (grid enxuto, como na Austrália, por exemplo) a equipe tem mais chances de seguir adiante no quesito luta por pontos, essa é a atual realidade da equipe de Peter Sauber, embora não seja muito animadora é muito melhor do que foi em 2014 quando zerou no campeonato.

Torcemos pelos Brasileiros? Sim! Mas façamos isso de forma racional e com entendimento no que se passa pela categoria atualmente. Particularmente adoraria ver Nasr brigando lá na frente, mas em condições normais, isso não ocorrerá tão cedo.



Serranegrense de 26 anos. Diferente da maioria dos escritores,não sou jornalista formado, e sim cientista, detalhe esse que não diminui minha paixão pela escrita automobilística. Apaixonado por esportes à motor desde criança, se há corrida passando na TV, paro pra assistir independente do que tenho pra fazer. F1, F-Indy, Motogp, Stock Car, Formula-E.