D’Alessandro relembra a final da Copa América em 2004: “A partida era nossa”

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Em entrevista divulgada no site oficial da Copa América Chile 2015, o meia do Internacional, Andrés D’Alessandro, recordou o fantasma da final da competição em 2004, em que o Brasil consagrou-se campeão em cima da Argentina.

Para os argentinos, o título seria uma forma de apagar o vexame da Copa do Mundo de 2002. Naquela final, o jogo estava empatado quando César Delgado colocou os “hermanos” em vantagem de 2 a 1. A vitória parecia certa.

No entanto, aos 49 minutos da etapa final Adriano marcou o improvável gol que empataria novamente, levando a decisão para os pênaltis. A tristeza dos argentinos minutos mais tarde era a expressão mais transparente do que havia acontecido. Título brasileiro.

Onze anos depois, D’Alessandro lamenta a amarga derrota: “Não consigo entender. A partida era nossa, não poderia escapar do jeito que escapou. O elenco era incrível, com nomes como Saviola, Tevez e Lucho González. Estávamos em grande nível, nem os brasileiros acreditavam. Até o Edu, quando já era da diretoria do Corinthians, veio me perguntar sobre essa final”.

O meia falou sobre a sua relação com o técnico Dunga, atual comandante da Seleção Brasileira. Os dois trabalharam juntos no Internacional.

“É uma grande pessoa, acima de tudo. Ficamos amigos no Internacional. Nesta época jantamos juntos muitas vezes e conheci um homem com grande interesse social, com vontade de fazer coisas pelas pessoas. Como técnico, ele é muito trabalhador e sabe manejar a pressão. Na Seleção Brasileira, Dunga foi muito bem, ganhou uma Copa América. É o ideal para este momento”, disse.

D’Alessandro ainda revelou a sua maior frustração. “Gostaria de jogar mais tempo pela Seleção. Não me queixo sobre nada na carreira e sei que agora já passou o meu tempo, mas creio que poderia estar na Copa do Mundo de 2010. Essa é a única coisa que lamento”, disse.

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Estudante de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi, torcedor do São Paulo, Barcelona e Borussia Dortmund, fã de futebol europeu, NBA e esportes radicais.