Opinião: Botafogo campeão – até o sortudo tem que ter aptidão pelo negócio

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A Taça Guanabara de 2015 ficou em boas mãos. A bola soube reconhecer o esforço e a competência do Botafogo; um grupo humilde, mas perseverante; tem horas que a obstinação é tudo para vencer na vida; a sorte aparece e se revela naturalmente por meio dos numéricos pontos conquistado: assim se preenche o sonhado bilhete de loteria!

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E quem curte a saudável felicidade do esporte, sabe que ganhar rindo do desespero do rival é ainda melhor! Isso porque, a bem da verdade, o Botafogo venceu o Flamengo duas vezes: no clássico do dia primeiro de março, por 1 a 0, e na partida desse dia 8 de abril, quando derrotou o Macaé da mesma forma, por 1 a 0 e deixou o Rubro-Negro com o vice: ihh, “vice”, sempre tem um jeito de ficar pior!

Tá certo que os dois gols foram coincidentemente muito parecidos e com o desenho probabilístico de acertador de Mega Sena: chute de fora da área, bola na trave, no corpo do goleiro e na “barriga” da rede; mas, convenhamos, amigo, só ganha quem joga confiante; até o “sortudo” precisa ter aptidão pela coisa! Pelo justo critério de desempate, o Botafogo ergueu a Taça exatamente por ter vencido o clássico.

Pelo celular da jornalista da TV, que cobria a vitoriosa jornada do Glorioso, os jogadores de General Severiano “secavam” o final do melancólico empate em 0 a 0 do rival diante do tímido, mas guerreiro, Nova Iguaçu.

Patrocinado pela Caixa Econômica Federal, o Flamengo parecia oferecer aos atletas da “estrela solitária” uma baita “bolada”, aquela que todo mundo gostaria de levar; ah, o atacante alvinegro, Jobson, ficou com pinta de “premier” assistindo ao sorteio premiado das “bolinhas” lançadas pelos jogadores da Gávea. Caro flamenguista, sem essa de que “passou raspando” e que foi tudo obra da casualidade.

Há momentos no futebol que o “feijão com arroz” pode se converter num prato de granfino; o Botafogo soube entender melhor essa jogada; o grande Dadá Maravilha deixou grafado na enciclopédia do futebol que “não existe gol feio, o feio é não fazer gol”; o Flamengo perdeu um punhado de oportunidades, ora por excesso de preciosismo, ora por falta de categoria.

Agora, as semifinais prometem arrebentar com os corações dos apostadores desse incrível jogo de milhões de apaixonados.

Foto: Facebook/Botafogo



Jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente é professor do Departamento de Televisão e Rádio da mesma faculdade.