Opinião: Ter um ídolo, não tem preço

ídolo

Um dos grandes motivos da baixa presença nos estádios principalmente é a falta de atrativos e de jogadores talentosos, vencedores que consequentemente se tornam ídolos.

O que dizer de uma menino que se muda da arquibancada para o campo em questão de anos? O que dizer de um sonho buscado e realizado? É um aperitivo para falar de Leonardo Moura, agora, ex-lateral direito Flamengo, clube que serviu durante dez anos consecutivos numa época em que a troca de equipe é tão comum quanto colocar uma camisa social de outra cor antes de trabalhar no dia seguinte.

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Os valores de idolatria, de paixão, de orgulho em servir uma equipe de futebol vem se perdendo nas últimas décadas. O objetivo de 98% dos jogadores das categorias de base de qualquer clube é jogar no exterior, encher o bolso de dinheiro e colocam o sucesso esportivo, humano e midiático em segundo plano.

Com Léo Moura foi diferente. Relevado pelo Botafogo, ainda fez umas preliminares pela Europa, por clubes da Bélgica e Holanda. Retornou ao alvinegro, pingou por Palmeiras e São Paulo, pulou para Fluminense, deu mais uma rapidinha pelo Sporting Braga, de Portugal, até em 2005, encontrar o verdadeiro amor da sua vida: O Clube de Regatas do Flamengo.

A fotografia tirada na infância ao lado do maior ídolo, Zico, se repetiu anos depois em uma festa digna de um vencedor, uma estrela, uma referência. Apesar do tamanho do ex-lateral rubro-negro não se equiparar ao galinho, um jogador que permanece tanto tempo numa equipe no futebol atual, referenciado pela torcida é obviamente merecida.

O jogador deixa o exemplo de que é possível fazer uma carreira de sucesso no Brasil. Que só o talento com a bola nos pés não é suficiente para conquistar uma nação. Ele deixa ainda a prova real do elemento fundamental que para ativar marcas, fidelizar torcedores como consumidores ativos, manter estádios cheios e empurrar equipes rumo a Tóquio.

Foi bacana. Ainda podia ter sido feito muito mais. Torcedor do Flamengo é o que não faltaria para transformar o Maracanã num verdadeiro caldeirão, ainda que fosse para um simples amistoso.

Foto: Reprodução/Facebook



Jornalista Esportivo com experiências em multimídias formado pela UNESA-RJ, entrou para o mundo do marketing esportivo em 2011, passando por PGE, Sportlink, Ibope Repucom até fundar a agência GMA Brasil no Rio de Janeiro, realizando o case "Arena C30" em 2013 . Em 2014 tornou-se mestre em Marketing pelo IAG, a Escola de Negócios da PUC-RJ.