Nico Freitas apoia mudanças táticas de Aguirre e acredita serem ponto forte do Inter

A cartilha do futebol sempre diz que um time vencedor se faz com bons jogadores, um padrão tático definido e sequência, para entrosar. Na cabeça do volante do Inter, Nico Freitas, no entanto, essa lei pode ter suas variações. Em entrevista dada na terça-feira (9), no CT Parque Gigante, o volante uruguaio disse que mudar esquemas táticos pode ser bom, porque deixa a equipe imprevisível.

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“Não é bom jogar sempre da mesma maneira. Os times mudam, são distintos. É importante testar”, argumentou o jogador, sobre a escolha de Aguirre em testar o 3-5-2 nos trabalhos do início de semana, visando os duelos contra o Aimoré e Brasil de Pelotas, pelo Estadual, vistos como preparatórios para o confronto com o Emelec-EQU, pela Libertadores.

Titular na ausência do lesionado Aránguiz, Nico também legitimou as opções do comandante por acreditar ser um jeito de surpreender, já que todos sabem como o Inter joga. “O treinador está buscando uma variação, todo mundo sabe como joga o Inter. Às vezes, é preciso mudar. O fator surpresa é importante. Temos um grande plantel, que se adapta à distintas formações”, explicou.

De fato, por um lado, o meio-campista tem razão: o plantel do Inter é numeroso. Na temporada de 2015, o Colorado conta com 34 jogadores e até agora já usou duas variações táticas, o 4-5-1 e o 4-4-2. Com elas, nos 12 jogos disputados, o Inter conseguiu seis vitórias, quatro empates e duas derrotas, desempenho aquém do esperado, principalmente pelo nível baixo do Campeonato Gaúcho e por ter em seu grupo na Libertadores adversários pouco tradicionais no continente.

Apesar de estar em uma situação relativamente confortável na competição sul-americana, o Inter teve dificuldade nas três primeiras rodadas, sendo duas delas em casa. Contra o Emelec-EQU, na quarta-feira passada (4), por exemplo, a vitória veio mais por causa da raça dos atletas, do que da organização tática, algo admitido pelo próprio técnico e pelo capitão D’Alessandro, que saiu contundido no primeiro tempo e ajudou o time como “auxiliar técnico”, na beira do gramado, no segundo.

Foto: Divulgação / SC Internacional



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