“Mulheres não deveriam lutar”, diz Fedor Emelianenko, lenda do MMA

O russo Fedor Emelianenko é figura certa em qualquer lista de maiores lutadores da história do MMA. Campeão do Pride de 2003 até o fim do evento japonês e invicto entre 2001 e 2010, o “Último Imperador” causou polêmica ontem. Indo na contramão do MMA mundial, onde as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço, Fedor afirmou que as artes marciais mistas são “esporte para homens”.

“MMA é um esporte para homens, as mulheres não deveriam lutar.  Existem vários esportes nos quais as mulheres podem se parecer com mulheres, como ginástica, esportes aquáticos e até mesmo atletismo”, disse Fedor em entrevista ao WHOATV.

Questionado sobre a campeã dos pesos galos do UFC, Ronda Rousey, Fedor até deu o braço a torcer. Mas não muito: “Ela realmente tem lutas interessantes. Talvez ainda precise melhorar um pouco na trocação, mas eu não apoio mulheres no MMA.”

Fedor sempre foi um sonho do UFC. Mas o russo foi um dos poucos lutadores de ponta que não passaram pelo octógono. Após deixar o Pride, em 2006, lutou por eventos menores até chegar ao Affliction em 2008. No ano seguinte, foi para o Strikeforce, onde foi derrotado pela primeira vez em nove anos. E foram três revezes em sequência: foi finalizado por Fabrício Werdum com um triângulo e nocauteado por Antônio Pezão e Dan Henderson. Fedor pendurou as lutas em 2012, após nocautear o brasileiro Pedro Rizzo no M-1 Global.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.