Opinião: Major League Soccer e as diferenças ao futebol brasileiro

Major League Soccer
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A Major Soccer League começou repleta de novidades para 2015, com destaque para o jogo entre Orlando City e New York City, empatado em 1 a 1, no Citrus Bowl Arena, em Orlando.

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Agora com 20 clubes, a liga americana coloca em campo craques que brilharam por grandes clubes europeus como Kaká, melhor do Mundo em 2007 pelo Milan, ex-galático do Real Madrid, o brasileiro revelado pelo São Paulo é a estrela do Orlando City.  David Villa, espanhol Campeão do Mundo em 2010 na Copa da África é o principal nome do time nova iorquino.

Em campo, apesar das equipes pouco entrosadas, os líderes dos seus times deram seus aperitivos. Villa deu bom passe para Mix Diskerud abrir para o New York, e Kaká – de falta, nos minutos finais contou com ajuda da zaga e deixando tudo igual.

Uma noite inesquecível aos seguidores das novas equipes da MLS. Com 62.510 torcedores presentes, e entrada triunfal dos jogadores em campo, a festa começou pouco mais de 48 horas antes.

O pré-evento muito bem bolado pelos donos da casa envolveu ativação realizada teve distribuição de brindes, corrida de rua, gincanas e outras atividades com intuito de engajar o torcedor, envolvê-lo além dos 90 minutos de bola rolando.

Embora debutantes na Liga, os “Lions” já mostram a força da sua marca. Não basta contratar bons jogadores sem criar ambiente favorável, um espetáculo. A palavra entretenimento está no DNA americano, se aplicando agora no “Soccer”.

Outro fato digno de nota é a diferença numérica mínima entre público presente e pagante. Foram pouco mais de 200 convidados para assistir ao jogo.  Cenário este bem diferente do que é comum no Brasil, no qual cifras se perdem com as altas cotas distribuídas pelos clubes.

A MLS mostra ainda organização no seu calendário. O time de Orlando só entra em campo novamente na próxima sexta-feira, diante do Dynamo Houston, no Texas.  São cinco dias de preparação para próxima batalha, enquanto por aqui a maratona Domingo-quarta é quase uma regra.

Tecnicamente uma partida de futebol nos EUA ainda está distante de se comparar ao futebol europeu, por exemplo. Porém, a o clima envolvendo os jogos, a preparação envolvente já se faz valer o preço do ingresso.

O caminho é longo, mas o que parece está certo.

Foto: Divulgação



Jornalista Esportivo com experiências em multimídias formado pela UNESA-RJ, entrou para o mundo do marketing esportivo em 2011, passando por PGE, Sportlink, Ibope Repucom até fundar a agência GMA Brasil no Rio de Janeiro, realizando o case "Arena C30" em 2013 . Em 2014 tornou-se mestre em Marketing pelo IAG, a Escola de Negócios da PUC-RJ.