“Já salvei muitos eventos”, diz Belfort após recusar luta do UFC

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Vitor Belfort é um dos lutadores que mais dividem opiniões no UFC. Enquanto uns admiram o veterano de 37 anos por ser um dos lutadores “das antigas”, ou seja, daqueles que não costumam recusar desafios, outros criticam Belfort justamente por ter se recusado a disputar o título interino dos pesos médios (84 kg) do UFC após o campeão Chris Weidman ter se machucado, no início de 2015. Eles lutarão no UFC 187, dia 23 de maio, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

O duelo entre Belfort e Weidman tem sido adiado por diversas vezes. Para 2015, ambos estavam programados para lutar no UFC 184, que aconteceu no dia 28 de fevereiro. Mas Weidman se machucou e o embate teve de ser adiado. Ronda Rousey e Cat Zingano acabaram fazendo a luta principal do UFC 184.

E aí começou a polêmica. Belfort teve a oportunidade de disputar o cinturão interino enquanto o campeão se recuperava. Foram oferecidos lutadores como Lyoto Machida. Esposa e empresária de Belfort, Joana Prado (a eterna Feiticeira), declarou que o lutador gostaria de enfrentar o cubano Yoel Romero em uma eventual luta pelo título provisório.

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Neste fim de semana, Belfort se pronunciou para tentar encerrar o caso. Em uma coletiva de imprensa organizada pelo UFC, chamada de “Welcome to the Show”, Belfort lembrou que já foi o “salvador” do UFC em algumas oportunidades:

“Minha atitude agrada o Dana (White), porque sempre parto para cima e salvei muitos eventos por isso, durante um longo tempo. Acredito que me criticam pelo o que acredito. Não quer dizer que esteja certo sempre, mas na minha visão estou correto com o que confio”, afirmou Belfort.

Uma das oportunidades em que Belfort foi vital para o UFC foi no UFC 152. À época, o norte-americano Jon Jones iria defender o cinturão dos meio-pesados (93 kg) contra Dan Henderson. O veterano se lesionou. Jones, então, recusou outro desafiante proposto: Chael Sonnen. Lyoto Machida foi cogitado como adversário para o campeão, mas também recusou. Belfort, então, subiu de categoria (lutava entre os médios) e quase finalizou Jones com uma chave de braço no 1º round. O brasileiro perdeu a luta no 4º round, quando foi finalizado com uma americana.

“Eu enxergo pelas lentes da verdade. Quando alguma coisa dá errado, não sou quem decide. Não é minha culpa se a luta foi cancelada. Não foi por que eu me lesionei, Weidman se machucou. As pessoas pensam: ‘O Vitor vai dar conta do recado’. Entretanto, meu técnico falou: ‘Não, vamos esperar’. Lidamos com negócios, não é nada pessoal”, completou Belfort.

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Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.