Diretor jurídico do Grêmio é denunciado por fortes declarações contra o STJD

A Procuradoria do STJD denunciou o diretor jurídico do Grêmio Nestor Hein após fortes declarações contra o órgão. Em entrevista ao site da ESPN, o dirigente havia deixado clara a sua revolta após o arquivamento das denúncias contra o auditor Ricardo Graiche, acusado de injúrias racistas nas redes sociais. A insatisfação contra as decisões da corte já havia se iniciado em 2014, após o Grêmio ser excluído da Copa do Brasil, por ofensas racistas de alguns torcedores contra o goleiro santista Aranha.

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“Vou ter de comparecer com um prendedor nasal em virtude de seu mau cheiro. Não temos força contra o teatro que são aqueles julgamentos. É o órgão mais abjeto e nojento do mundo”, desabafou na última terça-feira.

“O Grêmio foi julgado, apedrejado pelas pessoas e viu sua torcida ser estereotipada até mesmo em horário nobre. Agora, fazem isso em uma ação de compadres – ou ‘compadrio’, como falam aqui em Porto Alegre. É horrível trabalhar com essa gente, com esse Paulo Schmidt (procurador-geral do STJD), corajoso apenas com os clubes de menor força política, mas, salvo exceções, temos que viver com essas figuras lamentáveis”, prosseguiu.

A corte enquadrou Hein nos seguintes artigos: 243-F (Ofender alguém em sua honra) Pena: multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 15 a 90 dias; 258 (Assumir conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva). Pena: Suspensão de 15 a 180 dias; 243-D (Incitar publicamente o ódio), Parágrafo único: Quando a manifestação for feita por meio da imprensa, o infrator poderá receber suspensão pelo prazo de 360 a 720 dias e multa entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.

Confira a justificativa do STJD:

“Não há dúvida que nosso sistema legal, com base em princípio constitucional, assegura a todos a livre manifestação de pensamento. Todavia, tal princípio, de nobreza ímpar, não pode se prestar à utilização irresponsável, com claro intuito de macular. No caso concreto, evidente que o denunciado, insatisfeito com o resultado de julgamentos desta Corte, irrogou expressões com cunho demeritório ao STJD e seus membros, atitude que, sem dúvida, nada mais é do que afronta e reclamação infundada contra instituições e autoridades desportivas do país, com intuito intimidativo, ofensivo e desrespeitoso, se valendo da imprensa, sabedor da repercussão negativa à imagem da instituição e dos seus membros que seu ato iria alcançar. Tudo sem direito de resposta e sem fundamentação! É o exercício da liberdade de expressão inconsequente! O direito fundamental às avessas!”



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)