Criticado por ser calado, Centurión terminou clássico em alta com Muricy

Até antes da bola começar a rolar no Morumbi, no clássico com o Corinthians, Centurión era considerado o patinho feio do elenco. Substituto de Pato (o de verdade), o argentino foi classificado por Muricy e até alguns companheiros de time como muito quieto e tímido, deixando subentendido que tais traços poderiam prejudicar o desempenho dele no jogo e, por consequência, do time.

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Contudo, quando o Majestoso começou, o recém-chegado jogador mostrou todo seu arsenal de jogadas e fez com que os calados fossem outros, não ele. Muricy Ramalho, um dos que mais insistiu na ideia de que o “gringo”, modo como é chamado pelo comandante, falasse mais, admitiu que o jogador foi o melhor são paulino em campo na coletiva após a partida.

“O Centurión foi uma boa surpresa, agradou muito. Consertou o nosso lado esquerdo. Tem o drible e a profundidade”, elogiou o comandante, sem antes ponderar: “Ele chamou a atenção no jogo contra o Bragantino. Nos dois últimos jogos (Audax e Rio Claro) foi muito mal. Se fosse por essas partidas e pelo treino, ele não iria atuar. Mas foi bom para ele jogar no Morumbi e ver como é um clássico”.

Contratado no início do ano, Centurión fez seu primeiro jogo como titular contra o Corinthians, no domingo (8). Apesar de não ter marcado nenhum gol, foi o jogador são paulino mais perigoso na partida. Caindo pelas pontas do ataque, tanto na esquerda, quanto na direita, o argentino fez diversas vezes a jogada em profundidade que tanto pede Muricy, driblando o marcador e tentando invadir a área por ali.

A performance destacada fez até se cogitar que ele pudesse colocar, de vez, Pato no banco. Muricy, entrentanto, negou. “Ele não disputa com o Pato, ele é um jogador de lado, que prepara a bola para os outros. Chamei ele outro dia e perguntei onde ele queria jogar. Ele apontou o lado esquerdo. Gostei demais dele ali”, confessou o comandante.

Centurión fez até agora um gol com a camisa do São Paulo e deu uma assistência, ambos no jogo contra o Bragantino, pelo Paulistão. No Majestoso, o atacante não teve tanta liberdade para sequer finalizar (só conseguiu fazê-lo uma vez), mas deu quatro dribles certos e tentou seis cruzamentos para a área – o dobro da média da equipe no campeonato.

Foto: Divulgação / São Paulo FC



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