Criticado pela torcida, Maicon deixa o São Paulo com 93,4% de eficiência nos passes

O meio-campo Maicon foi, ao longo dos pouco mais de três anos que defendeu o São Paulo, o jogador que a torcida mais amou odiar. Longe de ser um craque (algo reconhecido por ele mesmo), mas mais longe ainda de ser um perna-de-pau completo, o jogador acabou pagando o preço de fazer parte do elenco, em um período difícil do clube, no qual a torcida sentia-se órfã de grandes conquistas, e foi mais cobrado do que merecia.

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A verdade é que Maicon possui muita qualidade técnica, noção espacial e é um marcador implacável. Pelo menos é o que dizem os números dele. De acordo com o site Footstats, especializado em estatísticas futebolísticas, Maicon foi um dos maiores passadores de bola do São Paulo nas temporadas em que integrou o time, mesmo sendo reserva.

E engana-se quem pensa que os passes são os burocráticos apenas, “para o lado”. Maicon também brilhou nos passes para gols, as famosas assistências. No total, o jogador deu 84 assistências entre 2012 e 2014. Em 2015, apesar de ter jogado pouco, deu 6 passes precisos para gol, sendo um deles aproveitado pelo finalizador.

No quesito desarmes, Maicon também pode lavar suas mãos e dizer que fez, muito bem, a sua parte. Ao longo dos três anos em que vestiu as cores do Tricolor paulista, o jogador fez 247 desarmes, uma média de 61,75 desarmes por ano. Na temporada atual, juntando os jogos do Paulistão e Libertadores, ele já acumulava 10 desarmes executados, sendo o sexto melhor atleta da equipe neste aspecto.

Se tudo isso ainda é pouco para os mais exigentes, analisemos a eficiência de Maicon nos passes propriamente ditos, independente de serem assistenciais ou não. Em 2012, primeiro ano dele no time, teve 92,6% de aproveitamento nos passes. Em 2013, 92,4%. Em 2014, 93%. Em 2015, até agora, Maicon passou a bola certo em 93,4% das vezes.

Embora não seja um jogador que “apareça” para a torcida, Maicon é, comprovadamente, importante taticamente. Os números não mentem. Se for titular no Grêmio – é o que tudo indica – tem tudo para fazer quem pegou no seu pé, engolir o desaforo a seco.

Bem como foi com Danilo, hoje no Corinthians, que mesmo multicampeão e decisivo, era chamado de “Morto” por boa parte dos são paulinos. Hoje é um dos maiores carrascos do Tricolor.

Foto: Getty Images



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