Como a variação do dólar afeta o seu time

Todo os dias os noticiários de economia apresentam o valor do dólar. A informação, cuja importância é maior nos momentos de pico da moeda, seja para baixo ou para cima, é absorvida como muitas outras em quem assiste o noticiário e tem influência no seu dia a dia. Seja para quem vai à padaria ou mesmo que quer viajar, o preço da moeda norte-americana pode afetar o seu planejamento e nem mesmo o futebol está livre disso. Mas, como a variação do dólar afeta o seu time?

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Queiramos ou não, o dólar é a moeda de referência mundial e base para as economias dos principais países do globo terrestre, sendo assim, o futebol, considerado a oitava maior economia do mundo, não está imune a isso. Toda variação no preço do dólar, direta ou indiretamente, afeta o seu time.

Atualmente, como o dólar está em alta, a tendência é que algumas despesas também subam. Um exemplo disso é, obviamente, o preço para a contratação de jogadores, sobretudo os que vêm do exterior. Um atleta que custe U$S 1 milhão quando o valor dessa moeda, em relação ao real, está R$ 2,34 (valor do dólar no ano passado), na verdade acaba exigindo R$ 2.340.000,00 do seu time para contratá-lo. Hoje, com o dólar valendo R$ 3,12, o mesmo jogador sairia pelo preço de R$ 3.120.000,00.

O aumento nesses moldes também ocorre na manutenção deste atleta. Em regra, jogadores contratados do exterior têm parte da remuneração paga em dólar, consequentemente, quando o valor dessa moeda sobe, o dinheiro gasto pelos clubes também vai às alturas.

Por outro lado, com menos contratações, as equipes brasileiras são obrigadas a reduzir despesas no elenco e, principalmente, apostar nas categorias de base. Os jovens valores são lançados com mais frequência no time titular e, consequentemente, chamando a atenção do mercado internacional. Nesses casos, uma negociação para o exterior, com os dólar no teto, traz mais dinheiro para o clube.

Assim como a importação e o custo de vida são encarecidos com a subida do dólar, a exportação é beneficiada. O dólar, como quase tudo em economia, é uma faca de dois gumes e cabe aos dirigentes criarem uma maneira para sobreviverem a essa variação. Uma coisa, ao menos é certa: cada vez mais, as contratações milionárias da década de 1990, se torna coisa do passado.