Opinião: 2015 é o ano da freguesia ou da recuperação?

São Paulo

Este ano tem tudo para aflorar ainda mais a rivalidade entre corintianos e são-paulinos. Isso porque, ao longo de 2015, o clássico, que também é conhecido como Majestoso, pode acontecer nada mais do que 11 vezes: quatro pela Libertadores; três pelo Paulistão; duas pelo Brasileirão; e duas pela Copa do Brasil.

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Até o momento, o Corinthians leva ampla vantagem. São dois jogos e duas vitórias. Foram três gols a favor do time de Parque São Jorge e nenhum sofrido. Mas esta “freguesia” vem desde os primórdios.

Em toda a história, que começou em 1930, já foram 322 jogos, sendo 121 vitórias do Corinthians, 101 empates e 100 vitórias do São Paulo. O time de Parque São Jorge também fica à frente no quesito gols marcados, são 467 contra 443.

O Timão também tem o maior número de jogos sem perder para o rival, são 14 jogos entre os anos de 1975 e 1979. Já o São Paulo ficou 13 jogos, entre 2003 e 2007.

No entanto, a maior goleada é do São Paulo. Em 1933, o Tricolor venceu o Timão por 6 x 1, em duas oportunidades, uma pelo Torneio Rio-São Paulo e outro pelo Paulistão.

Nos últimos três jogos, o Corinthians venceu todos (3 x 2 Brasileirão/2014, 2 x 0 Libertadores/2015 e 1 x 0 Paulistão/2015). E a tendência é que o Timão mantenha sua supremacia no Majestoso.

O fato é que, independente dos números, o time do Corinthians é superior ao do São Paulo. Para muitos os dois melhores do Brasil na atualidade, com os alvinegros em vantagem.

A questão é que enquanto Tite chegou e, em pouco tempo, acertou o time do Corinthians taticamente, deixando-o consistente defensivamente e mortal no ataque, Muricy Ramalho não conseguiu encaixar o Tricolor, mesmo com a base vice-campeã do ano passado e com alguns reforços pontuais.

É possível elencar dois fatores primordiais para o São Paulo não desempenhar um bom futebol em 2015 e ser presa fácil para o Corinthians. Um deles é o mau relacionamento entre diretoria e comissão técnica.

Apesar de falar publicamente que apoia o treinador tricolor, nos bastidores todos sabem que há uma rejeição com o mesmo devido a amizade com Juvenal Juvêncio, desafeto de Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo Futebol Clube.

Outro fator (ou fatores) está dentro de campo, mais precisamente no ataque. Paulo Henrique Ganso ainda não consegue engrenar uma boa sequência de partidas, enquanto Alexandre Pato e Luís Fabiano (os titulares) jogam enfiado na área, sem movimentação. Com esse posicionamento de ataque, os jogadores de meio tem cada vez menos opções na armação das jogadas. A esperança fica por conta de Michel Bastos, principal jogador Tricolor nos últimos jogos, e Centurion, esperança argentina no ataque do Muricy.

Daqui um mês e meio (22 de abril) o São Paulo tem nova chance de mudar um pouco essa história. É o último jogo na fase de grupos da Libertadores da América, jogo no qual pode valer a classificação para a próxima fase para o time do Morumbi, já que o Corinthians já deve estar classificado, e em primeiro no grupo. Também será a oportunidade do time de Parque São Jorge eliminar os rivais paulistas já na primeira fase.

Agora as cartas estão na mesa, 2015 o São Paulo pode se recuperar e devolver os resultados ao Corinthians, podendo, inclusive, tirar os possíveis títulos do rival, afastando a imagem de freguês, ou então, reafirmar essa freguesia.

Crédito da foto: Getty Images



Jornalista formado em 2012, atuando na área desde 2010, com experiência em impresso e TV. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte em 2014. Apaixonado por futebol, sempre procurando novas formas de divulgar o esporte.