O que é melhor para Jadson, o dinheiro ou se tornar ídolo no Corinthians?

Jadson

Parece clichê, mas acaba sendo verdade. Todo mundo em determinado momento de sua vida se vê tendo de escolher alguma coisa, e como se diz: “cada escolha uma renúncia”. Jadson teve uma escolha em mãos, e ao invés de ser ídolo como tantos outros que tiveram suas carreiras consagradas no clube do Parque São Jorge, o meia preferiu ser rico.

LEIA MAIS
Opinião: Lodeiro cuspindo no prato que comeu

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, confirmou na última segunda-feira (23), que Jadson está de saída do clube para o Jiangsu Sainty, do futebol chinês. Assim como eu já havia adiantado em um artigo anterior, Roberto só queria liberar o jogador após a Libertadores, porém com o pagamento da multa o presidente se viu de mãos atadas.

Questionado sobre se tentou segurar o meia no Corinthians, Roberto de Andrade foi taxativo. “A multa é o limite contratual de qualquer atleta e ele mostrou interesse de sair. Não tem contraproposta. Vou fazer o que? Comprar o atleta de novo? Não dá. Se o jogador fala ‘não quero jogar na China’ a multa não tem valor, mas se o atleta tem vontade não tem jeito”, afirmou ao Fox Sports. 

De fato, o jogador ganhará muito mais dinheiro na China do que no Brasil. Sem fazer esforço para ficar, Jadson deixa para trás muitas possibilidades, como: se tornar como ídolo, o de ter o seu nome eternizado, de ganhar muita visibilidade em marketing e de ser eternizado por todas as crianças desse bando de loucos, como Ronaldo, Guerrero e outros. Cada escolha uma renúncia.

Segundo o presidente, o Corinthians já trabalha para repor a perda do meia. “A comissão técnica já esta trabalhando, tem muito jogador que quer jogar no Corinthians, e é isso que nós vamos buscar”, concluiu na entrevista.

Bom a escolha foi dele, mas ninguém é insubstituível.



Formada em jornalismo pelo Mackenzie, demorei anos para perceber que dá, sim, para ir atrás dos sonhos e trabalhar com o que se gosta: o esporte. Hoje me divido entre o esporte e a política. Nunca vou me conformar com os que dizem: "É só futebol.."