Opinião: Pacaembu, e agora?

Felipe Higino/Lusa News

O estádio Paulo Machado de Carvalho, conhecido como Pacaembu, foi palco de muitas partidas histórias e grandes conquistas do futebol.

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Por muitos anos foi a casa provisória do Sport Club Corinthians Paulista, mas este ganhou um estádio para ser usado na Copa do Mundo Fifa 2014, assunto para outro artigo.

Por um tempo foi a casa da Sociedade Esportiva Palmeiras, enquanto este reforma/reconstruía sua casa, o conhecido “Palestra” ou hoje Allianz Parque, uma verdadeira Arena, que merece um artigo especial.

Por vezes o Santos Futebol Clube escolhia vir disputar suas partidas em São Paulo e usar desta forma o Pacaembu como “2ª casa”, pois uma grande torcida reside na capital paulistana e também por abrigar mais que o dobro de espectadores que a Vila Belmiro.

Hoje o estádio está sem um “dono” e a Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Esportes, busca um novo “residente” para a casa. Aparentemente a tentativa é falha e desesperada.

Existem algumas opções que seriam bem mais interessantes do que ter um “dono” especifico.

Temos dois esportes em franco crescimento e que fariam bom uso do estádio. O Rugby e o Futebol Americano.

Porque não buscar uma parceria com a CBRu, com a liga do futebol gringo? Porque não ir mais além e abrir para realização de jogos de torneios universitários, nem que sejam suas finais e torneios de várzea que tenham patrocinadores fortes?

Lógico, que sem abrir mão dos valores de manutenção e utilização do espaço, mas praticando valores mais acessíveis aos pretendes.

Uma administração focada em montar um cronograma trabalhando diversos eventos e de tipos variados de esporte.

Porque não modificar o espaço para por exemplo a realização de um final de semana com torneios de baseball.

Existem diversas opções e possibilidades, mas para isso a mentalidade de quem comanda precisa mudar.

A necessidade de se derrubar aquela aberração conhecida como “tobogã” é imediata e a volta da concha acústica seria uma feliz atitude.

Com chegada do Allianz Parque e a luta intensa do grupo de moradores Viva Pacaembu, a realização de shows se tornará quase nula, o que faz com que seja interessante a realização de eventos musicais ou culturais de menor porte e durante o dia.

O estádio não pode sobreviver da vontade do Santos em vir jogar na capital e nem de eventos religiosos. É muito pouco para um espaço tão bacana numa região tão privilegiada em diversos sentidos.

Existem diversos projetos e ideias de como manter o Pacaembu ativo, mas para sobreviver e voltar a ser importante para a população o estádio precisa virar um camaleão e ser devolvido a quem é de direito, aos moradores da cidade.

Crédito da foto: Felipe Higino/Lusa News



Apaixonado por esporte, desde meu time de coração, passando por NBA, NFL, Baseball e chegando no curling. Sou formado em Educação Física, MBA em Gestão e Marketing Esportivo e especialização em Gestão de Arenas Multiuso. Profissional de marketing e eventos esportivos há 11 anos. Voluntário na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.