Opinião: Laterais são o caminho para o São Paulo na temporada

São Paulo
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A atuação do São Paulo diante do Danubio-URU, nesta quarta-feira (25), pode não ter sido perfeita, mas o time demonstrou, sim, evolução sólida em comparação à partida contra o Corinthians. Não só porque goleou. Não só porque não sofreu gols. Mas porque, taticamente, algumas movimentações novas foram vistas e o resultado delas, efetivo.

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Os laterais Bruno e Reinaldo, finalmente, saíram da toca e ajudaram a armar jogadas no campo de ataque. Aliás, a surpresa maior neste sentido é com relação ao número 22, que parecia mais tímido que aluno novo em primeiro dia de aula. Contra os uruguaios, Bruno deu a assistência para o segundo gol do time e, depois dela, apoiou mais no campo de ataque, ajudando especialmente PH Ganso. Só precisa tomar cuidado para a tendência de afunilar o jogo e deixar seu setor sem cobertura.

Reinaldo, por sua vez, teve uma noite memorável, se analisarmos a qualidade dele e o desempenho médio que apresentou desde que chegou ao São Paulo. Deu a assistência para o primeiro gol do jogo (com direito à caneta no adversário antes do cruzamento) e fez o terceiro, o gol do alívio. Naquele momento, o Tricolor tirava seu tradicional cochilo em campo e estava deixando o adversário começar a gostar do jogo.

Outro jogador cuja movimentação me agradou muito, foi Luis Fabiano. A despeito do que alguns críticos disseram, o jogador participou bastante da partida. No entanto, menos como o homem de área que é, e mais como um pivô, que ajuda a abrir espaço para quem vem de trás. Claro, em alguns momentos fez ambas as coisas: revejam os dois primeiros gols do time e reparem como o jogador puxou a marcação para si e deixou Pato livre para finalizar. Futebol também se joga sem a bola.

Apesar disto, o destaque da noite é para os laterais. Ajudaram a dar, finalmente, a tal profundidade, que tanto pede Muricy, ao time. Aliás, nas assistências que cada um deu, cruzamentos perfeitos foram executados, o que mostra que, ao menos, eles têm treinado este fundamento.

O Danubio-URU pode não ser o melhor time do grupo. Mas há duas semanas, era o campeão uruguaio, membro do “Grupo da Morte” e uma potencial pedra no sapato. Engraçado como o mundo dá voltas. E engraçado como a avaliação da maioria é baseada única e exclusivamente em resultados. Cômodo e, principalmente, descartável.

Foto: Divulgação / São Paulo FC



Tudo o que preciso é um papel e uma caneta. Apaixonado por esportes desde 1900 e bolinha: de futebol, basquete, tênis, rugby...