Opinião: O sexteto corintiano

Como bem diz a música “Uma partida de futebol” do grupo Skank, onde eles ressaltam a importância do meio campo que leva o time ao ataque, assim está não só este setor mas principalmente seis jogadores do Timão. Ralf, Elias, Renato Augusto, Jadson, Emerson e Danilo (especificamente na partida contra o São Paulo), ditam o ritmo que a banda alvinegra toca, se o Jô Soares quiser eles podem dar uma canja!

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Diminuindo o tom dos elogios, até porque eles não são craques, juntos eles elevam o ataque corintiano à uma intensidade que nos causa algumas perguntas, como por exemplo: porque na era Mano, esses jogadores desafinaram? Ou a maioria deles pra ser mais exato.

Ralf, se não era o jogador predileto de Mano Menezes, que chegou a criticar a falta de qualidade no seu passe, foi o mais regular, virando até o capitão da equipe. No começo do ano passado muito se falou que ele estava fora de forma, e sentia a ausência de Paulinho, porém neste começo de temporada tem sido o “cão de guarda” da defesa corintiana, ou o carregador de piano.

Elias, este não tinha motivo para ir tão mal com o treinador anterior, ambos são amigos até demais eu diria, mas a parceria que deu certo na outra passagem pelo Corinthians não se repetiu no Flamengo e em 2014 já no alvinegro, não sei dizer quem estava fora do tom. O que vemos hoje é o camisa sete dando botes no ataque, e compondo bem na marcação com Ralf, talvez a presença de Cristian e o medo de uma dupla sertaneja fez Elias acelerar o seu e o ritmo do time, inclusive marcando três gols na Libertadores.

Com toques clássicos, Renato Augusto se não é o jogador que aparece para a torcida cumpre uma função tática interessante. O trabalho de fortalecimento físico feito no ano passado, que o tirou de muitos jogos do primeiro semestre, enfim surtiu efeito. O camisa 8 não só conduz a bola para o ataque, como ajuda a compor quando o time está sem ela, além disso ele mostrou ser capaz de atuar mais avançado, onde vimos isso no jogo contra o Once Caldas, quando fez o pivô em dois lances que resultaram em gols.

E o Jadson finalmente acordou com a camisa corintiana. Coube a ele ser o maestro do time na vitória contra o São Paulo, e ainda marcou o seu. Não é de agora que o meia demonstra sua capacidade em deixar seus companheiros na cara do gol, mas a sua irregularidade quase o tirou do Corinthians, porém dizem que o futebol chinês abriu os olhos para o seu futebol. Justo no momento que ele encontrou o tom certo no time?

Emerson é tipo um guitarrista, gosta de chamar a atenção. Se o jogo é importante aí ele resolve apresentar seu repertório. Desmotivado no ano passado, ele parece um pouco menos atabalhoado em 2015, e menos fominha. Se fosse o jogador de 2012, certamente não teria tocado para Jadson fazer o segundo gol diante do São Paulo. Penso que ele quer uma renovação de contrato ou entrar de vez para história dos grandes ritmistas corintianos.

Fechando nosso sexteto, Danilo chega como um jazzista, este sim merece todos os aplausos. Se não é brilhante tecnicamente, sua inteligência e coletividade impressionam. Ele não só cria chances para si mesmo, como abre os caminhos para os chamados elementos surpresas, Elias que o diga, eu não quero ser o Tite quando Guerrero voltar.

Este é o Timão mostrando como a banda toca!!!

Foto: Getty Images