Kevin Garnett: O bom filho a casa torna

Kevin Garnett
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Como diria a minha avó, “o bom filho a casa torna”, definitivamente o ditado popular se aplica a Kevin Garnett, após 20 anos de sua primeira vez pelos Timberwolves ele retorna ao time em que começou a brilhar.

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Nessa quinta-feira foi confirmada a troca entre Knicks e Timberwolves, Garnett retorna para seu primeiro time na NBA e Thaddeus Young vai para Nova Iorque. A troca é mais simbólica do que funcional, não por Garnett não ser um bom jogador, sim por estar mais velho, provavelmente ele volta para se aposentar e ajudar os novatos a evoluírem. Mas mesmo assim, o que Garnett fez só prova para mim que ainda existe amor pelo jogo, voltar para sua “casa” para se aposentar é algo extremamente admirável.

Garnett é com certeza o maior jogador de todos os tempos dos Wolves, ele é o líder em pontos (19041), rebotes (10542), assistências (4146), tocos (1576) e roubos de bola (1282). O ala pivô foi selecionado na quinta posição do Draft de 1995, logo se firmou na equipe e vindo diretamente do ensino médio, dominando o garrafão e jogando demais. Logo tornou-se a cara dos Wolves, mesmo com equipes fracas e dependiam de Garnett especificamente, ele conseguiu levar os Wolves aos playoffs em oito temporadas consecutivas (1997-2004), sendo que 2004 foi o seu melhor ano como atleta, sendo o MVP da liga.

O retorno de Garnett serve para coroar uma bela carreira de um futuro Hall da fama, ele mantém médias de duplo-duplo na carreira (18.3 pontos e 10.2 rebotes), e três recordes que ninguém alcançou, sendo o único atleta com 25000 pontos, 10000 rebotes, 5000 assistências, 1500 roubos de bola e 1500 tocos, único a anotar 20 pontos, 10 rebotes e 5 assistências por jogo em seis temporadas consecutivas (1999-2004) e o único a anotar 20 pontos, 10 rebotes e 4 assistências por partida em nove temporadas consecutivas (1998-2006).

Mas o que me chama atenção é o reconhecimento que ele tem com seu passado, bem como o reconhecimento que tem com ele, me lembro de quando retornou para jogar em Minnesota após sua troca, se fosse em nosso país e um astro nos trocasse por outro time com certeza seria hostilizado e tudo de pior, mas muito pelo contrário o cara foi homenageado e ovacionado de pé, o amor que os americanos tem por seus astros deveria ser exemplo para todos.

Ações como a de Garnett e dos seus torcedores ainda me fazem acreditar, que mesmo vivendo em uma sociedade extremamente capitalista e materialista, o amor pelo esporte é mais forte que qualquer coisa. Parabéns Garnett por sua escolha, sucesso e seja bem vindo ao Hall da fama.

Foto: Getty Images