Novo leilão pelo estádio do Guarani é marcado para março

Em 1978, Careca marcou o gol do título brasileiro ao Guarani nele. Em 1986, o São Paulo faturou seu segundo título nacional também nele. Em 1988, foi revelado Viola, autor do gol do título paulista aos corintianos. E também teve gol de goleiro em 1996, verdadeiras máquinas de jogar futebol que contavam com Zenon, Renato “Pé Murcho”, Bozó, entre outros, além de grandes dérbis entre Guarani e ponte Preta.

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Contudo, o Brinco de Ouro da Princesa, de propriedade bugrina, está com os dias contados. A Justiça Trabalhista já abriu processo para leiloar o lendário estádio, que fica em Campinas. Já é possível dar lances, através do site da entidade, para adquirir a casa do Guarani. Porém, ainda não foi formalizada nenhuma proposta – o lance mínimo é de R$ 126 milhões.

A área total, de 11.618,56 m², será colocada em leilão também na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas, a partir de 18 de março. O estádio já havia entrado em leilão antes, sendo arrematado pela empresa Magnum por R$ 44,4 milhões, em 2014. Contudo, a Justiça – que detectou entraves na matrícula de partes do terreno, como o Ginásio – acabou cancelando a então negociação.

Com a sobrevida obtida, os dirigentes do Guarani, agora, esperam que o leilão renda um valor próximo ao da dívida total do clube, de R$ 250 milhões, ou que pelo menos supere seu débito com o TRT, em torno de aproximadamente R$ 68 milhões.



Douglas Almasi Santos é jornalista e escritor, tendo como experiência trabalhos no DataFolha e na liga amadora de futebol soçaite Chuteira de Ouro, em São Paulo. Além disso, é um apaixonado pelos esportes, sobretudo o futebol.