Opinião: Novo apeTite de conquistas e títulos, eis Adenor Leonardo Bacchi

Adenor

O Corinthians ofereceu o que pode, ele escolheu o Corinthians. Em seu retorno à velha e nova casa, Adenor Leonardo Bacchi – Tite já é um treinador vencedor de dois clássicos e de um fantasma. Diante do Palmeiras, fora de casa, sutil ao seu comando, seus comandados aproveitaram o único erro do adversário e saíram um time vencedor.

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Sobre o Once Caldas, o treinador demonstrou junto a sua equipe como construir uma senhora vitória  e espantar de vez o fantasma do Tolima. Na última quarta-feira (18) soube mais uma vez orquestrar durante todo o tempo do jogo a construção de um resultado majestoso diante do São Paulo, um dos adversários mais difíceis de seu grupo.

O Tite

Como jogador, atuou como volante, foi vice-campeão pelo Guarani no Brasileiro de 86 e na Copa União de 87. Antes vindo do futebol gaucho, atuou pela Portuguesa e aos 28 anos encerrou a sua carreira devido a uma série de lesões.

Iniciou como treinador em 1990 com o Guarany de Garibaldi até chegar ao Juventude em 1997. Em 2000, os trabalhos de Tite começavam a aparecer. No comando do Caxias, foi campeão gaúcho sobre o Grêmio de Ronaldinho Gaucho, goleando o adversário na primeira partida da final, por 3×0.

Algo semelhante com os dias atuais?

Tite iniciava conquista de títulos com o Caxias e repetiu o sucesso com o tricolor gaúcho, sagrando se campeão do estado e da Copa do Brasil. A partir de 2005, treinou Galo, Corinthians e Palmeiras, produzindo bons resultados em suas passagens. Em 2008 foi campeão com o Internacional pela  Sul-americana.

Em 2010, sua história recomeçava no time de Parque São Jorge, mesmo eliminado diante do Tolima. Sanchez na direção manteve o treinador.

No ano seguinte foi campeões do Brasileirão. E em 2012, a torcida vivia o encanto de cantar, gritar e chorar no Pacaembu lotado a comemoração à sua primeira conquista da Libertadores. Inclusive a do próprio técnico.

No final de 2012 o treinador e o time campeão da América conquistavam também o título inédito, o Mundial no Japão, diante do Chelsea pelo placar de 1×0.

Pós a conquista do Mundial o treinador e time viviam seus prestígios no futebol, eram os atuais  campeões. Entraram forte na Libertadores, porém durante o torneio sofreram um abalo de ânimos nos bastidores com a morte do garoto Kevin na Bolívia.

Após saber da morte do garoto, o técnico corinthiano de forma humana e natural em entrevista desabafou “Futebol não tem preço. Nenhum silêncio… Esporte tem outro sentido. Me desculpem. Sei que isso não vai tirar a dor de vocês nem da família. Estamos muito sentidos. Trocaria meu título mundial pela vida do menino. Eu trocaria”.

Após todo o reflexo negativo vivido, o time alvinegro foi eliminado na competição pelo Boca Junior .Mas naquele ano  com Tite na beira do campo ainda sagrou-se campeão Paulista diante do Santos e da Recopa Sul-americana sobre o São Paulo. Ao final de 2013, Sr. Adenor deixa o Corinthians sem ter seu contrato renovado.

Um ano de aprendizado e a espera de um convite

O  treinador campeão mundial seguiu seu rumo de aprendizados e aperfeiçoamentos em cursos e estágios em clubes europeus,  aguardava em paralelo o convite da CBF. Era o mais cotado para o lugar de Felipão, tanto pela imprensa, outros treinadores e pela opinião pública. Algo que não veio após a surpresa de um convite feito a Dunga, seguido de sua confirmação.

Tite recebeu diversas sondagens de clubes e outras Seleções, mas ao final decidiu entre o Internacional e Corinthians, preferindo retornar ao clube de onde celebrou um de seus mais importantes títulos.

Na coletiva em seu retorno ao Timão, o novo e velho bom treinador enfatizou “O que mais me motiva como técnico é ir pro um clube, e esse me proporcionar meu crescimento profissional e pessoal. Isso é o que mais me motiva. Não sei se terei o mesmo êxito, mas terei a mesma conduta, diferente agora, mais maduro”.

Ele voltou pela sua gratidão a um clube,pessoas e profissionais dali, também pelo seu profissionalismo correto e a paixão pela sua profissão. De arena nova, mas da mesma torcida do povo e com a mesma paixão de atuar pelo Corinthians. Tite e o time por ele escolhido busca mais um título inédito, o bi da Libertadores.