Muricy: Do céu ao Inferno

A situação do treinador Muricy Ramalho vai ficando cada vez mais complicada no São Paulo. Suas formações táticas variadas e seus testes irritam a torcida. A grande maioria dela argumenta que o técnico teve tempo demais para testar formações e que a derrota para o Corinthians escancarou seu método arrogante e ultrapassado. Os jogadores apenas souberam da escalação poucos minutos antes do jogo, como parte da imprensa noticiou. Até as organizadas que antes eram defensoras de Muricy, hoje pedem a cabeça do mesmo.

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A atitude mostra que Ramalho literalmente foi do céu ao inferno em menos de dois anos. Quando chegou em 2013 para salvar o São Paulo de um possível rebaixamento, conseguiu colocar o time na Série A depois das boas atuações dos jogadores, principalmente de Aloísio, o boi bandido. Naquela época, a impressão que se tinha era de que o técnico ganhou o grupo e tinha os jogadores nas mãos.

2014 chegou e mesmo com as eliminações vergonhosas, um vice-campeonato foi o que restou para o São Paulo planejar um 2015 com a cara do professor. Jogadores que eram solicitados pelo mesmo chegaram e demonstraram que esse seria o ano para enfim para Muricy provar aos torcedores e a diretoria, que o papo de morre morre era temporário, passageiro e que os títulos e as boas atuações viriam.

Se passaram dois meses de 2015 e o que era céu, virou um inferno. A torcida que antes tinha esperança, agora sabe que quem deve sair do time é Muricy. As redes sociais e os sites especializados do Sampa escancaram os comentários de parte da torcida. Alguns ainda defendem o técnico pela sua história no São Paulo. A Independente, organizada do tricolor lançou nota pedindo a saída do técnico e exigindo Luxemburgo como uma solução para o restante do ano.

Mesmo com todos esses fatos, Muricy conseguiu um feito amargo e que vai ser difícil de passar se não for com títulos: Ir do céu ao inferno, com a torcida que mais ama ele (ou amava).

Imagem: Facebook – São Paulo F.C.



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