Cinco lições que o São Paulo aprendeu na derrota para o Corinthians

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Ridícula. Assim pode se resumir a atuação do São Paulo contra o Corinthians, na noite desta quarta-feira (18), na Arena Corinthians. Por mais que fosse um jogo contra o maior rival, onde a dificuldade é maior independente do contexto, o time conseguiu a “proeza” de não chutar uma bola sequer no gol de Cássio, que praticamente só assistiu a partida.

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Muitos disseram que o que aconteceu foi resultado do “nó tático” que Tite deu em Muricy Ramalho. Outros acreditam que se houve algum nó, este se deu na cabeça do treinador são paulino, que inventou moda e na hora H, colocou em campo um time que nunca havia jogado junto antes. A tragédia ocorrida nos 90 minutos que se passaram em Itaquera não pode passar incólume. Confira cinco lições que o São Paulo precisa tirar do episódio para o restante da temporada:

1 – Maicon e PH Ganso juntos não dá jogo

Os dois são muito técnicos e cadenciadores. Legal. Mas para quê colocar os dois juntos em campo? Para duplicarem o tempo de posse de bola apenas? E posse de bola ganha jogo desde quando? Quero saber um único time do universo que jogue com dois meias clássicos, cadenciadores e lentos. Nem na Groelândia, se é que jogam bola por lá, isso deve existir.

2 – Alan Kardec e Luis Fabiano juntos não dá jogo [2]

Os dois são centroavantes, ou seja, têm as mesmas características e exercem, por consequência, a mesma função em campo. Mesmo que o Alan Kardec diga que pode ajudar em qualquer posição: ele não pode. Não porque não se esforce, mas porque não tem cacoete para fazer nada além de finalizar jogadas, como o matador que sempre foi e sempre será. Tem de ser Luis Fabiano ou Alan Kardec. Os dois juntos, nunca mais.

3 – Michel Bastos não é mais lateral, está consumado

Quando foi revelado, há vários e vários anos, Michel Bastos era lateral. Mas ele foi pra Europa e lá ele passou a ser meia-esquerdo. E acabou. O cara foi, inclusive, contratado para ser meia-esquerdo. Às vezes pode quebrar um galho na lateral, mas ele é meia, caramba. É de uma tolice absurda desperdiçar o cara na lateral-esquerda, quando ele já comprovou que rende mais no meio. É mais negócio escalar três zagueiros e colocá-lo de ala, do que usá-lo na lateral. Fim de papo.

4 – Se quer ter profundidade, tem que escalar jogador velocista

No jogo contra o Corinthians, Muricy Ramalho se contradisse de uma maneira homérica. Na entrevista coletiva, logo após o jogo, ele reclamou que o time não tem tido velocidade e profundidade. Pô, se ele percebe isso, por quê não escala jogadores que possam dar isso ao time? Levou o Jonathan Cafu para o jogo e não o botou para jogar por quê? Estava esperando isso do Alan Kardec, um baita pirulão? Ou do Maicon, que não entra na área nem por decreto? Se quer ter profundidade, Muricy, tem que escalar jogador velocista. É isso.

5 – O único jeito desse time produzir pelos lados do campo é no 3-5-2

É perceptível a ânsia do Muricy em fazer o time jogar mais pelos lados do campo. Isso é um ponto positivo para ele, já que pelo meio é muito mais difícil. Foi também por isso que ele colocou o Michel Bastos na lateral-esquerda. Só que o São Paulo não tem nenhum lateral que consiga atacar e defender com a mesma eficiência. Todos os laterais do time têm problemas sérios com uma coisa, ou com a outra. Então, não tem jeito: o esquema tático tem de ser o 3-5-2 mesmo, com dois alas, como foi nos tempos áureos do Tricolor, na segunda metade dos anos 2000.

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