Presidente do Santos revive crise que atingiu antecessor. “Só” não tem Neymar e Ganso

Santos

O ex-presidente Marcelo Teixeira apoiou o novo mandatário alvinegro Modesto Roma na eleição presidencial e, curiosamente, Roma assume um clube em situação bastante parecida com que Teixeira deixou cinco anos atrás.

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Presidente do clube entre 1991 e 1993 e depois entre 1999 e 2009, Teixeira foi sucedido por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro no fim de 2009, que encontrou um clube sem dinheiro em caixa e em débito com os jogadores.

LAOR, como é conhecido, chegou a afirmar que o Santos era uma “barraca de praia”. As dívidas a curto prazo superavam os R$ 72 milhões e os jogadores não haviam recebido dois meses de salário na carteira, três meses de direitos de imagem e 13º salário. Situação bem semelhante a atual.

O atual presidente alvinegro vive drama parecido, pois só conseguiu pagar parte dos salários atrasados nesta terça-feira. Antes disso, Aranha, Arouca, Mena, Damião e Matheus Índio acionaram a justiça para conseguirem o rompimento unilateral do contrato.

A diferença é que Modesto Roma não tem Neymar e Paulo Henrique Ganso à disposição no elenco como LAOR teve em 2009.

Foi em cima do talento da dupla e com contratações bastante contestadas que o técnico Dorival Junior conseguiu formar o Santos campeão paulista e da Copa do Brasil.

Hoje, o elenco conta com bons valores, como Gabriel, Alison e Geuvânio, além dos experientes Robinho, Ricardo Oliveira, Edu Dracena e Elano. Será que o roteiro de anos atrás se repetirá?

Crédito da foto: Divulgação



Editor senior do Torcedores.com, o jornalista formou-se na Universidade Metodista em 2009 e passou pelas redações do Diário do Grande ABC, Agora SP, UOL e Fox Sports, onde fez a cobertura da Copa do Mundo de 2014. Está no Torcedores desde outubro de 2014.