Opinião: O adeus do Capitão América

Em julho de 2010 uma mensagem do então presidente Alexandre Kalil em uma rede social anunciou mais uma contratação. “O ingresso é R$ 40, mas o zagueiro Réver é do Galo!”. Kalil justificava o preço dos ingressos com a contratação de um jogador com passagens pela seleção brasileira.

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Conquistar os torcedores atleticanos não foi uma tarefa tão difícil. Se bem que, em terra de Werley, Lima e Cáceres, qualquer um vira rei. Foram 22 gols em cinco anos. Feito que o colocou como o zagueiro com mais gols na história do clube, ultrapassando Luisinho, que marcou um a menos.

Os resultados em campo de fato só começaram a aparecer em 2012 quando o clube conseguiu se classificar à Libertadores com a vice-liderança no Campeonato Brasileiro.

Na épica campanha do inédito título, Réver se destacou tanto com o seu desempenho técnico quanto com a sua postura. Réver foi o líder que o time precisava. No entanto, após o título, algumas lesões acabaram o prejudicando, sem contar os constantes problemas pessoais.

Com apenas 12 partidas no ano passado, o zagueiro viu o jovem Jemerson roubar a sua posição. A grande dúvida do time atleticano para os próximos campeonatos era quem formaria a zaga titular ao lado de Leonardo Silva, titular indiscutível. Mesmo com mais experiência, Réver não tinha vaga garantida e muitos viam até como improvável.

Pensando em sua carreira, o jogador fez a decisão correta. Foi atrás da titularidade no Inter. Mas, para o Atlético, perder um zagueiro com tanta qualidade técnica é um grande prejuízo.

Léo Silva e Jemerson conseguiram segurar a barra na Copa do Brasil, mas nesta temporada a ambição atleticana é entrar forte na briga por todos os títulos. Libertadores, Campeonato Brasileiro e o bi da Copa do Brasil.

Para isso, é necessário ter um elenco competitivo, com vários jogadores capazes de modificar o panorama de uma partida. O desejo do técnico Levir era (ou ainda é) esse. Evitar perder jogadores para clubes rivais deveria ser uma prioridade da diretoria. O Capitão América já foi. Mas Tardelli, Marcos Rocha e Guilherme – peças fundamentais no elenco- ainda estão com a situação indefinida.



Estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro e apaixonado por esportes.