Nem de longe o Santos é o único eliminado na Copinha

Com duas derrotas Luverdense não pode mais se classificar/ Foto: site LEC

O Luverdense é uma das equipes que vai cumprir tabela na última rodada da Copa Sp de futebol júnior, já eliminado da competição a equipe do mato-grosso vai a campo no domingo contra o também eliminado Comercial-PI. Das 104 equipes que começaram na competição apenas 32 avançam, o resto volta para casa.

São aproximadamente 1300 jogadores (a conta é, arredondando, 72 equipes eliminadas x 18 atletas por equipe já que algumas equipes com menos estrutura vem com poucos substitutos) que não mais terão a chance de mostrar seu futebol na competição que é em muitos casos a única oportunidade do ano de atuar no nível nacional. O que não é o caso do Santos, eliminado hoje após derrota contra o Linense, o time da Vila Belmiro vai participar de outros torneios nacionais relevantes.

No clube Mato-grossense, que disputa a série B do campeonato brasileiro, são mantidas as categorias sub-11, 13,15,17 e 20, a Copinha é sub-19, e para aqueles que já estão estourando a idade e não conseguirem espaço nos grandes times do Brasil o estadual é um dos poucos caminhos que restam, isso por que o Luverdense além de poder abrir espaço para a garotada do time principal vai alimentar muito dos outros elencos do campeonato com jogadores emprestados.

Com duas derrotas Luverdense não pode mais se classificar/ Foto: site LEC
Com duas derrotas Luverdense não pode mais se classificar/ Foto: site LEC

Apesar desse leque de opções, o técnico do Luverdense na Copinha Odil Soares sabe que poucos dos seus jogadores vão viver do esporte, as estatísticas são cruéis “de vinte, se profissionalizar um vai ser muito, então a gente já vai preparando, vai conversando com eles por que a gente sabe que o futebol é um caminho inseguro”, destaca o comandante que lembra da influência positiva que o futebol pode ter na vida dos jovens, mesmo daqueles que não venham a se profissionalizar “a gente procura tirar os meninos da rua, a gente sabe que hoje em dia está muito perigoso tem a criminalidade as drogas então a gente quer das uma oportunidade para esses garotos, se não for um jogador profissional que seja um bom cidadão, uma pessoa de respeito”, conclui.

Edivaldo Rios, o coordenador das categorias de base do clube fala sobre o vínculo afetivo criado com os jogadores “trabalhar com base é uma coisa sem noção, são filhos que tu carrega não apenas atletas”, são cerca de 700 filhos no clube atualmente. Edivaldo também mostra preocupação com a formação dos profissionais que trabalham no clube “nas escolinhas somente professores formados em educação física. A gente sabe que um ex-jogador se torna um professor, nada contra, mas o trabalho com a criança é educacional”, finaliza.

Originalmente publicado no blog



Jornalista preocupado com a formação humana dos jovens jogadores do futebol brasileiro. Desenvolvedor do site www.industriadebase.com que tem essa temática.