Auxílio de “notáveis” segue à disposição do Palmeiras, segundo Pescarmona

Palmeiras

Muitas farpas foram trocadas e promessas feitas durante a campanha presidencial no Palmeiras em 2014, vencida por Paulo Nobre. No entanto, uma das promessas ainda ecoa na boca dos torcedores palmeirenses: o auxílio de R$ 30 milhões oferecidos pelo grupo de palmeirenses “notáveis”, formado pela chapa derrotada de Wlademir Pescarmona e Luiz Gonzaga Belluzzo.

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Dois meses se passaram e o que seria um benefício à instituição, segundo a opinião popular, não passaria de estratégia de marketing da oposição para angariar votos à Pescarmona. Será?

Em contato com o Torcedores.com, o ex-candidato à presidência do Palmeiras e conselheiro vitalício do clube, Wlademir Pescarmona, explicou como se daria o aporte e que o mesmo segue à disposição da atual diretoria.

“O grupo montado não iria investir R$ 30 milhões, mas sim iriam alavancar tais recursos no mercado por serem fortes no meio empresarial”, explica o conselheiro.

O grupo seria formado por Marcelo Castelli, presidente da Fibria; Leandro Scabin, da sorveteria Diletto; José Carlos Grubisch, presidente da Eldorado Brasil; e Marcos Arnaldo Silva, diretor e ex-presidente da Repsol. Miguel Nicolelis, médico e cientista brasileiro, completaria o grupo.

Questionado sobre a disposição do grupo de injetar tal aporte financeiro no clube, mesmo sob a gestão Paulo Nobre, Pescarmona deixou no ar a possibilidade, passando a responsabilidade para a atual diretoria.

“O presidente [Paulo Nobre] deveria ligar para o professor Belluzzo e conversar a respeito”, sugere o ex-candidato.

Contatada pelo Torcedores.com, a atual diretoria não se manifestou. A reportagem tentou contato com o presidente Paulo Nobre, via assessoria de imprensa, e diretamente com o vice-presidente Mauricio Galliote, mas sem sucesso.

Bom momento entre situação e oposição pode favorecer o negócio

Após o chapéu do Palmeiras sobre São Paulo e Corinthians, na contratação do atacante Dudu, a oposição disparou uma nota oficial elogiando a postura da atual diretoria na negociação. Para eles, o gesto vai ao encontro da mentalidade do grupo oposicionista, que ainda prometeu aplaudir de pé novas ações neste sentido.

Tal momento positivo (e raro) na política do Palmeiras poderia ser benéfico para a aproximação do grupo dos notáveis à atual diretoria, com o objetivo de alavancar recursos para a instituição em si, independentemente de grupos políticos.

A história deste aporte financeiro voltou esta semana com força entre a torcida pela expectativa de contar com o meia Éverton Ribeiro, do Cruzeiro. Recentemente, o Mônaco (FRA) viu sua proposta de R$32 milhões ser rejeitada pelo time de Minas. Os eventuais R$30 milhões na mão do diretor Alexandre Mattos, na visão dos palmeirenses, ajudariam o clube a tirar o jogador da Toca da Raposa II.