Opinião: Espanha sofre como o Barcelona para mudar seu jogo

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O ‘tiki taka’ acabou. O treinador Vicente Del Bosque, sabendo que a geração que deu duas Eurocopas e uma Copa envelheceu, está decidido a mudar o estilo de jogo da Espanha já nos testes mais difíceis, que são as eliminatórias para a Euro-2016, na França.

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A entrada de Diego Costa demonstra isso. Mas para desespero da ‘La Roja’, não há um Messi ou um Neymar para contribuir na ressurreição da equipe.

Mesmo coisa para os blaugranas. Aquele estilo de jogo eternizado por Pep Guardiola já não dá mais certo. Agora precisa ser atualizado. Os espanhóis, sabendo disso, fazem Neymar e Messi serem mais agudos e uma equipe de menos posse de bola.

E o Barcelona ainda tem Luis Suárez como o centroavante, algo que era vetado entre os treinadores do clube que usavam um “falso 9”, assim como na Espanha.

Llorente, Soldado, Torres e Villa perderam espaço na seleção, por terem uma característica que ia contra o estilo de jogo da seleção. Mas após o Mundial, Del Bosque percebeu que mudar não seria traição aos grandes vencedores da geração 2008-2014.

Com as iminentes saídas de Xabi Alonso, Xavi, entre outros, a Espanha vai se reformulando sua estrutura de jogo. Diego Costa atuando como titular é uma prova disso. A equipe está se tornando homogênea.

A Espanha ora atua com um atacante mais trombador, depois opta por um atacante mais rápido, mas que também faz gol, que é o Paco Alcácer. Temos ainda Rodrigo, Thiago Alcântara, Bernat, Munir, Deulofeu para ingressar em uma nova geração que pode dar bons frutos aos espanhóis.

Os barcelonistas resolveram apostar em um técnico novo, mas que vinha de dois trabalhos distintos. Passagem ótima pelo Celta de Vigo e ruim pela Roma. Mesmo assim, a aposta foi válida, pois ele já tinha trabalhado nas ‘canteiras’ do clube e conhecia muito os novos jogadores a surgir, casos de Munir, Sergi Roberto, Sarabia e outros.

O que mais ajuda nessa reconstrução de jogo que ainda sofre nos grandes jogos, como na derrota para o PSG, na Uefa Champions League, é ter um Neymar e um Messi, jogadores fora de série e que decidem uma peleja a qualquer momento. Isso a Espanha não tem e por isso vai percorrer um caminho mais árduo que o time da Catalunha.

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Jornalista da Band - Esporte é vida. Ser um amante do futebol, é um privilégio. Editor/Repórter do programa "Os Donos da Bola" das 13h às 15h. Aos fins de semana em toda programação esportiva.