Saiba por que a CBF não implementa chip na bola

A arbitragem brasileira tem proporcionado neste Campeonato Brasileiro lances bizarros. A discussão sobre bola na mão ou mão na bola é o motivo que tem ganhado maior destaque recentemente, mas não é o único. Impedimentos assinalados incorretamente ou mesmo não assinalados quando deveriam ser e dúvidas sobre se a bola ultrapassou a linha do gol ou não também são motivos de muitas reclamações por parte de todos os times.

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A tecnologia é uma alternativa para solucionar esses problemas, porém, a depender da situação do jogo, ela ainda não é utilizada. Este é o caso para as jogadas de bola na mão e impedimentos, por exemplo, contudo, essa desculpa não cola mais para o caso de a bola ter ou não ter ultrapassado a linha de gol.

Conforme observado na Copa do Mundo, todas as 12 Arenas utilizadas no Mundial dispuseram da tecnologia conhecida por No Goal, que consiste em colocar um chip na bola e, ao passar pela linha do gol, esse dispositivo informa o árbitro. Após o torneio, esse instrumento continua a disposição dos estádios que realizam e realizarão importantes jogos do Brasileirão, mas não é utilizado.

Para justificar essa decisão, a Confederação Brasileira de Futebol alega que a tecnologia não está disponível em todos os estádios e, por uma questão de igualdade, não pode ser usada.

Essa é uma questão administrativa. Temos 12 arenas com as câmeras, neste legado deixado pela Fifa. Só em São Paulo temos quatro estádios, mas só um tem esse sistema, a Arena Corinthians (…) Poderá ser usada se for determinado pelo comando da CBF, por enquanto temos apenas o legado deixado pela Fifa. O pensamento da Comissão da Arbitragem é que tem que ter uma igualdade, não é justo um estádio ter esse equipamento e outro não” – destacou Nilson Monção, vice-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Desta forma, todos os times ficam à mercê da eficiência humana de pessoas despreparadas para arbitrar uma partida de futebol. Enquanto seu time se esforça para cumprir um calendário sem critério e você se desdobra para acompanhar jogos em horários incompatíveis com o seu trabalho, a CBF insiste em não usar o chip na bola simplesmente porque nem todos os estádios possuem essa capacidade. Pelo erro de um, pagam todos.