Os 20 acidentes não-mortais mais graves em 20 anos de Fórmula 1

Desde a morte de Roland Ratzenberger e Ayrton Senna, no GP de San Marino de 1994, a Fórmula 1 se aperfeiçoou de maneira que novas tragédias não aconteçam.

O risco que um piloto da maior categoria do automobilismo corre voltou a ser assunto logo após a tragédia que envolve o piloto Jules Bianchi, no último GP do Japão, onde o francês se chocou com um guincho, que levava o carro do piloto alemão Adrian Sutil.

Após o acidente de Senna, nenhum piloto faleceu na Formula 1, devido a segurança, que fora reforçada externa, mas principalmente, interna do carro.

Confira abaixo 20 acidentes que comprovam a tese de que a segurança na Fórmula 1 melhorou, desde aquele fatídico final de semana, de Imola. Quando citamos não-mortais, citamos unicamente os pilotos.

Atente-se para um detalhe: Todos os acidentes citados abaixo ocorreram após a prova de San Marino. A lista vai de choques até incêndios. Isso só comprova que a Formula 1 está mais segura.

Confira abaixo:

Karl Wendlinger (Monaco 1994)
No final de semana seguinte à prova de Imola, o austríaco Karl Wendlinger sofreu um grave acidente nos treinos para o GP de Mônaco.
O piloto chegou a entrar em coma, mas se recuperou.

Jos Verstappen (Alemanha 1994):
O holandês Jos Verstappen, na época na Benetton, sofreu um acidente ao fazer um pit-stop na corrida da Alemanha, em Hochemheim. O seu carro pegou fogo. Nada de grave aconteceu com ele.

Mika Hakkinen (Austrália 1995):
Nos treinos para o GP da Austrália, que fechava a temporada 1995, o finlandês sofreu um grave acidente em Adelaide. Ele bateu sua cabeça no volante, e foi salvo graças a uma traqueostomia feita na pista.

Ukyo Katayama (Portugal 1995):
O japonês Ukyo Katayama bateu na largada do GP de Portugal de 1995, e capotou em plena reta. O choque aconteceu com o carro do brasileiro Roberto Pupo Moreno.

Pedro Paulo Diniz (Argentina 1996):
O brasileiro Pedro Paulo Diniz sofreu um acidente durante o GP da Argentina, disputado em Buenos Aires. O carro dele começou a pegar fogo, mas nada grave aconteceu com o brasileiro, que saiu com o capacete todo queimado.

Largada do GP da Bélgica 1998:
Em uma das largadas mais caóticas da história da Formula 1, mais de dez carros se envolveram em um acidente logo antes da tradicional curva Eau Rouge.

Pedro Paulo Diniz (Europa 1999):
Outro acidente envolvendo o brasileiro Pedro Paulo Diniz, dessa vez em Nurburgring, em 1999. O santo-antônio (equipamento que fica logo acima do carro) quebrou e Diniz foi salvo graças ao fato de ser baixo.

Michael Schumacher (Inglaterra 1999):
O alemão Michael Schumacher sofreu um grave acidente no GP da Inglaterra, em Silverstone. Schumacher voltou a correr somente no ano seguinte.

Jacques Villeneuve e Ricardo Zonta (Bélgica 1999):
Os dois pilotos da equipe BAR, o canadense Jacques Villeneuve e o brasileiro Ricardo Zonta, sofreram acidentes espetaculares na curva Eau Rouge, durante os treinos para o GP da Bélgica.

Jacques Villeneuve (Austrália 2001):
Jacques Villenueve também sofreu um acidente grave na etapa inaugural da temporada 2001, em Melbourne. Após choque com Ralf Schumacher, seu carro voou contra a grade. Um fiscal de pista veio a falecer, naquela que é considerada como a última morte descrita em provas de F1.

Michael Schumacher e Luciano Burti (Alemanha 2001):
Logo após a largada, o carro de Michael Schumacher teve problemas e andava lentamente. Só que o brasileiro Ricardo Zonta, que na época, era piloto da Prost, não conseguiu escapar do choque com o alemão.

Luciano Burti e Eddie Irvine (Bélgica 2001):
Este acidente, era, até o incidente com Bianchi, o de consequências mais graves. Burti e Eddie Irvine se chocaram durante o GP de Bélgica, e o brasileiro se chocou a mais de 300 km/h a barreira de pneus.

Michael Schumacher (Brasil 2003):
A edição 2003 do GP do Brasil foi peculiar, com dois acidentes graves. O primeiro com Michael Schumacher, na Curva do Sol. Não foi um choque forte, mas preste atenção no vídeo, pois ele quase se chocou com um guindaste, em situação igual a de Bianchi em Suzuka. Teve sorte.

Fernando Alonso (Brasil 2003):
Na mesma prova, o espanhol Fernando Alonso sofreu grave acidente, ao bater com um pneu, deixado pela Jaguar de Mark Webber. Após o acidente, a prova foi concluída, com a vitória do italiano Giancarlo Fisichella.

Ralf Schumacher (Estados Unidos 2004):
O alemão Ralf Schumacher se acidentou gravemente na edição 2004 do GP dos EUA, na época, disputado na tradicional pista de Indianapolis. Ralf sofreu outro acidente em 2005, na mesma curva, o que causou o boicote de sete equipes a prova daquele ano. O motivo foi a falta de confiabilidade dos pneus Michelin.

Robert Kubica (Canadá 2007):
O polonês Robert Kubica bateu em Jarno Trulli e foi direto na mureta e capotou diversas vezes. Um dos acidentes mais incríveis na categoria, e o ‘batizado’ do piloto, que agora, disputa provas – e bate carros – no WRC (Mundial de Rali).

Felipe Massa (Hungria 2009):
Felipe Massa teve primeiro grande acidente em 2009, nos treinos para o GP da Hungria. Uma peça do carro do também brasileiro Rubens Barrichello se soltou e acertou o capacete do brasileiro. Massa só voltou a correr no ano seguinte.

Nico Hulkenberg e Kamui Kobayashi (Austrália 2010):
No GP da Austrália de 2010, o alemão Nico Hulkenberg, perdeu o controle do carro e acertou o japonês Kamui Kobayashi, que estava na equipe Sauber, quase com um choque em ‘T’ (O pior choque de todos, quando um carro vem e acerta o meio do carro, justamente onde está o piloto)

Sérgio Perez (Mônaco 2011):
O mexicano Sergio Perez sofreu um grave acidente logo após a parte do túnel da pista de Mônaco. O acidente aconteceu durante os treinos livres, e o mexicano não participou daquela prova.

Romain Grosjean, Fernando Alonso e Lewis Hamilton (Bélgica 2012):
O francês Romain Grosjean já tinha uma fama de causador de acidentes, mas seu ápice foi em Spa, quando acertou Lewis Hamilton e subiu sobre o carro Fernando Alonso, passando a centímetros de sua cabeça.
A partir desta prova, a F1 instituiu o sistema de ‘pontos’ para os pilotos e Grosjean foi suspenso em uma corrida.



Jornalista de 27 anos, com passagens em diversos sites como UOL Esporte, Trivela, Fanáticos por Futebol, Doentes por Futebol e revistas como IstoÉ 2016, além de passagem pela web rádio Premium Esportes.