Opinião: Provocações de Belfort e Weidman não levam a nada

O brasileiro Vitor Belfort e o campeão dos pesos médios (84 kg), Chris Weidman, estão longe de serem dois samurais quando o assunto é promover lutas. Mesmo depois de o combate entre eles ter sido adiado – a luta aconteceria no UFC 181, dia 6 de dezembro – por conta de lesão do norte-americano, eles não param de se alfinetar. O problema é: isso não ajuda em nada, a não ser transformar o MMA em uma “briga de crianças”.

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Isso já aconteceu entre José Aldo e Chad Mendes, próximos adversários da edição do UFC que acontecerá no Rio de Janeiro no próximo dia 25 de outubro. Trocas e trocas de provocações que não levaram nada à lugar nenhum. E o caso entre Belfort e Weidman está indo pelo mesmo caminho.

Vejamos o porquê. Belfort pediu ao presidente do UFC, Dana White, esta luta por muito tempo. Muito. Insistiu, cobrou, questionou. E, no octógono, fez por merecer. Com a fartura na mão esquerda, a segunda lesão de Weidman em pouco tempo, Belfort sugeriu que o UFC criasse um cinturão interino, desejo não atendido. E aproveitou para, claro, provocar:

“Se lesionar duas vezes seguidas com tão pouco tempo de carreira? Estão de brincadeira, né? Para mim, ele queria passar o Natal com o cinturão, e só dessa maneira conseguiria fazer isso”, disse o brasileiro em entrevista ao “Combate.com”.

Weidman não deixou por menos: “Quero deixá-lo completamente envergonhado. Quero fazê-lo parecer um velho. Esse cara falhou em exames antidoping e tem a audácia, a coragem, de falar sobre eu não lutar”, disse o campeão ao “MMA Hour”.

Certo. E aí? Declarações parecem que forçam a barra ou até mesmo artificiais, feitas só para tentar vender lutas. São casos diferentes de Chael Sonnen, que, embora um personagem, usava muitas vezes do bom humor para promover combates. Não parece uma rivalidade à flor da pele, casos entre Ronda Rousey x Miesha Tate, ou mais recentemente, com Bethe Correia, e Chael Sonnen x Wanderlei Silva. O próprio Belfort teve um caso de rivalidade bastante grave (e que em nada parecia armado) com Anderson Silva.

Vitor Belfort e Chris Weidman precisam se concentrar mais nos camps de treinamento para, quando subirem no octógono, resolvam suas diferenças. Provocações deste tipo não agilizam em nada e não vendem pay-per-view.

Foto: Reprodução/Instagram



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.