Automobilismo viveu seu fim de semana mais tenebroso desde 1994

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O automobilismo mundial tomou um susto neste final de semana, com duas tragédias. Algo que não se via desde 1994, quando, no GP de San Marino, Roland Ratzenberger e Ayrton Senna faleceram no GP de Imola.

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A primeira aconteceu no GP do Japão, praticado em condições inimagináveis no circuito de Suzuka. Por uma série de erros, que vão desde a má organização (uma surpresa em se tratando do Japão), até compromissos comerciais inadiáveis, a corrida aconteceu com chuva e Safety-Car.

Em troca da corrida ser paralisada na volta 40, onde já haviam sidos completados 75% de prova necessários para que a corrida tenha todos os seus pontos válidos, a comissão da prova preferiu seguir com ela. E agora, estamos a um passo de ver uma tragédia.

O acidente aconteceu na curva 3 de Suzuka, a primeira “perna” de curvas em zigue-zague. Um setor onde, reconhecidamente, é mais rápido, e foi justamente na primeira perna, na reaceleração, onde Adrian Sutil pegou um rio e foi direto para a caixa de brita.

Como vem sendo de costume, um pequeno guindaste entrou na pista, mas não contavam que, na volta seguinte, o piloto francês Jules Bianchi, uma das maiores revelações da F1 nos últimos dois anos, e cotado em outras equipes, se chocasse justamente com o próprio guindaste.

No momento, Bianchi está em estado crítico, o que preocupa demais a comunidade da F1. Um piloto não morre na categoria desde 1994, com Senna. Até então, a Fórmula 1 passou a ter segurança redobrada e muitas tragédias foram evitadas, por exemplo, é só lembrarmos de acidentes como o de Luciano Burti, em Spa-Francochamps em 2000, e de Robert Kubica, em Montreal no ano de 2007.

Esse também é outro sinal para a própria Marussia, que em 2012 viu a espanhola Maria de Villota, piloto de testes da equipe, se chocar com um caminhão durante uma sessão de testes realizada no circuito de Duxford, em Londres. Ela veio falecer um ano depois, com problemas neurológicos causados pelo acidente.

O segundo fato triste, foi a morte do ex-piloto de F1 Andrea de Cesaris, em um acidente de moto em Imola. O italiano foi o primeiro companheiro de equipe de Michael Schumacher, no pouco tempo que correu pela equipe Jordan, em 1991.

De Cesaris se notabilizou pelos acidentes em demasia, mas foi um piloto respeitado dentro do circo da F1. Os fãs da F1, do passado e da atual temporada. terminaram este final de semana um pouco mais tristes que o habitual.

Foto: Getty Images



Jornalista de 27 anos, com passagens em diversos sites como UOL Esporte, Trivela, Fanáticos por Futebol, Doentes por Futebol e revistas como IstoÉ 2016, além de passagem pela web rádio Premium Esportes.