Opinião: O São Paulo não pode depender de cotas de TV e patrocínio máster

São Paulo
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Não é novidade que o São Paulo passa por dificuldades financeiras. É fato que a ausência de um patrocinador máster contribui bastante para esse quadro, mas existem outras possibilidades de engordar os cofres do clube. Os exemplos de Atlético Mineiro e Internacional comprovam isso.

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O colorado tem mais de 106 mil sócios torcedores (quase 2% de sua torcida), e ganha cerca de R$ 40 milhões por ano com isso. O Galo, por sua vez, consegue o mesmo valor com as ótimas vendas do pay per view, chegando ao ponto de abrir mão dos jogos na TV aberta.

O detalhe é que se tratam de dois times que ganham bem menos que o São Paulo em cota de TV, e que ambos têm se virado muito bem com essas alternativas.

Evidente que nenhuma das duas são tão fáceis, nem simples assim, até porque dependem do comportamento do consumidor são-paulino. Mas para quem tem a terceira maior torcida do país, era de se esperar mais.

Esses casos mostram que já se foi o tempo em que só se vivia de patrocínio máster e cota de televisão. Nos exemplos citados, Galo e Inter ganham bem mais, respectivamente, com sócio torcedor e pay per view, do que com estampar uma marca na sua camisa. Confesso que ainda espero uma medida inovadora de Aidar nesse sentido, pois a única medida “diferente” até agora para incrementar as receitas foi a questionável parceria com o site busca Serviços Digitais.

A propósito: sobre as cotas de TV, sabe-se que Aidar tem tentado melhorar os ganhos do tricolor. Não sei se há chances reais disso acontecer. Mas pelo menos temos uma novidade nessa equação: Marcelo Campos Pinto, que ajudou a implodir o Clube dos 13, não é mais o todo poderoso do departamento de esportes da Globo, qque agora tem Roberto Marinho Neto no comando. Espero que com ele, o São Paulo tenha mais sorte.

Foto: Getty Images



Um são-paulino que acha que sabe de alguma coisa.